Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.
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:: Segunda-feira, Dezembro 17, 2007 ::
DINHEIRO
Certa noite, sentados em uma mesa de um restaurante em Nova York, eu, uma amiga brasileira, um amigo americano e seu filho adotivo jantávamos em comemoração ao Dia de Ação e Graças. Esta data é uma das mais importantes para os americanos (equivalente ao nosso Natal) onde as famílias se reúnem e celebram as graças recebidas.
Os restaurantes tentavam deixar o mais familiar possível o ambiente para todos apreciarem o Turkey (peru) e sentirem mais próximos, mesmo longe de suas famílias por algum motivo.
Neste jantar, o americano disse de maneira clara e com a experiência de seus quase 45 anos:
- Neste mundo, tudo é movido a dinheiro. Para quase tudo (se não for tudo), ele é necessário.
Esta frase soou meio estranha e destoante na minha cabeça naquele momento.
Esta semana o convênio médico de minha mãe me fez reavaliar tal afirmação naquele solitário jantar entre amigos em Nova York.
Nasce: Paga-se uma maternidade. Não esqueça das fotos e filmagens. Exclusivas do Hospital que faz questão de lembrar: “Registre o momento inesquecível de sua vida!” Até parcelam.
Sobrevive: Paga-se quase tudo. O flanelinha que pede um “cafezinho” em estacionamento público; O alimento necessário e desnecessário. A “boa vontade” de um serviço prestado...
Morre: Paga-se um funeral, documentos e um buraco no cemitério.
Ah se eu tivesse mais dinheiro...Não compraria a saúde da minha mãe, mas com certeza esta “saúde” sem preço teria uma melhor avaliação e tratamento digno de qualquer ser humano...que tenha um plano de saúde melhor que o dela.