Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.
Perfil no fim da página
:: Terça-feira, Novembro 13, 2007 ::
CONSCIÊNCIA
Quem não teve a "oportunidade" de me conhecer ou não viu minha foto (simpática) no final da página talvez não saiba: Sou negro. Salve!
Dia 20 deste mês, será o Dia da Consciência Negra. Aliás, atualmente, graças à novela das oito, esta na moda o assunto “afro-descendente”. É incrível como uma novela consegue atingir de uma maneira inacreditável as pessoas! Quem duvida do poder da mídia?
O tal dia, feriado, que muitos devem se perguntar “feriado do que mesmo?” serve, entre outras coisas, para preservar a memória do povo que adora novela e comem arroz com feijão. Neste dia, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares e ícone da resistência negra ao escravismo.
O tema discriminação social, quando não é tratado na novela das oito, é muito negado no Brasil e no mundo, como se não existisse atualmente e esta data ajuda de alguma maneira a dar visibilidade a este problema. Mas toda esta questão esta enraizada na História de cada País a sua maneira, encontrando muita resistência e ignorância de muitos, seja qual for a raça.
Outro dia, trabalhando no aeroporto, entro no elevador e encontro escondidas duas crianças, um menino e uma menina, ambos negros, vestindo roupas sujas e olhos atentos procurando pelos seguranças da Infraero prontos a expulsá-los por pedirem esmolas no saguão.
Depois de alguns segundos dentro do elevador, mais aliviados por descobrirem que eu não era segurança da Infraero – para eles todos que vestem gravata são seguranças – a menina pergunta curiosa:
- Moço, você trabalha onde então se não vai “pegar a gente?” Você trabalha “nos avião, é?” (sic)
Respondi que sim, mas ela com uma cara inconformada, pergunta chegando mais perto:
Mas você já pediu quando era criança como a gente, né tio!?