Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.
Perfil no fim da página
:: Quinta-feira, Outubro 25, 2007 ::
AMAR É...
Na minha época de puberdade, existia um casal peladinho sempre acompanhado de frases com o início:
“AMAR É…”
Diversas vezes em meu namoro lembro deste casalzinho. Não quando estamos pelados, mas geralmente em situações do “cotidiano namorídico”. Na verdade, minha frase para ficar mais adaptada as estas situações seria: “NAMORAR É…”
Explico melhor…
Quando você começa uma paquera ou esta num namoro de poucos meses em que ambos estão infectados demasiadamente pelo mosquitinho da procriação, vulgo paixão, você sempre se preocupa ou faz coisas que geralmente o tempo se encarrega de aliviar. É disto que escrevo agora.
Com o casamento as coisas ficam cada vez melhores.
Isso não é uma reclamação! Longe de mim (Olha eu com medo de levar tapa na cara estilo Capitão Nascimento…é nada…ela é bozinha…)
Como dizia, não estou reclamando, mas apenas admirando os eventos da vida “namorídica” que somente os finais de semanas e afins podem contar.
Chega de enrolação e vamos a algumas frases adaptadas para o tema:
NAMORAR É… IR COMPRAR ABSORVENTE NO MERCADO COM ELA!
NAMORAR É… NÃO SÓ IR COMPRAR, MAS ACHAR ISSO BACANA.
NAMORAR É…ACHAR BACANA E AINDA DAR OPNIÕES SABENDO TUDO SOBRE ABSORVENTES (Bobo você que pensa que eles são todos iguais).
NAMORAR É… SABER A MARCA DO ABSORVENTE QUE ELA USA.
NAMORAR É…IR NO CINEMA E ANTES DE VER O FILME PASSAR NAS LOJAS AMERICANAS PARA INVÉS DE COMPRAR CHOCOLATES (atire a primeira pedra quem nunca comprou guloseimas fora do cinema para não ser assaltado), SAIR COM UM SAQUINHO COM ADIVINHE O QUE DENTRO?
NAMORAR É… QUANDO OS VIZINHO DA NAMORADA EM VEZ DE OLHAREM DESCONFIADOS PARA VOCÊ, ACENAM FELIZES MESMO SE O CASAL SE DESPEDE COM UM BEIJO PRÓXIMO AO PORTÃO. E NÃO COMPRIMENTA PARA VER O QUE ACONTECE!! (Ao menos uma frase sem absorvente, para não parecer paranóia)
NAMORAR É…SABER O PREÇO DE UM ABSORVENTE COM ABAS.
Como era de se esperar, Ronildo não respondeu meu e-mail, mas ainda tentei marcar algum dia e arrancar algumas informações por telefone mesmo.
Existem momentos que Deus lhe estende a mão dando algumas dicas sobre “fazer ou não fazer” certas COISAS, mas destemido, ignorei os sinais celestes e desenvolvi QUALQUER COISA fazendo uma pesquisa em sites do mercado para mostrar e ver se realmente valeria a pena, afinal, precisava treinar fazendo sites de qualquer maneira.
Com wireframe pronto e parte do site desenvolvido, liguei tentando marcar um encontro enfim. Para minha surpresa o único horário que ele estaria disponível seria durante um plantão na delegacia no dia seguinte. Estava a achando a situação um tanto quanto bizarra, mas novamente ignorando os sinais divinos, marquei o encontro.
Confesso que já encontrei clientes em diversos lugares , mas nunca tinha ido mostrar meu trabalho dentro de uma delegacia de polícia. Nunca.
Chegando na delegacia, pergunto no balcão de recepção no saguão pelo Ronildo.
Um sujeito “muito educado e sereno” (estou sendo irônico, ok) responde:
-O investigador Ronildo teve um imprevisto e foi “tomar” um depoimento de um cidadão baleado no P.S. (Pronto Socorro), mas pediu “pra”você aguardar, que é coisa de 15 minutos.
Refleti profundamente: Já que estava na chuva, porque não me encharcar, não é mesmo?
Fui ao lado na sala de espera com meu notebook dentro da capa em baixo do braço e sentei. Na sala tinha um certo falatório que mais tarde descobri que estava no meio de uma briga familiar.
Um sujeito estava com a mãe para prestar queixa do seu “namorado” que havia a pouco quebrado todo seu apartamento num acesso de ciúmes. Ele não parava de falar com uma voz mole e aguda e reclamava para a mãe todo estilo rococó:
-Aquele ingrato não perde por esperar, imagina, fazer isto comigo! Eu que não dou motivos para ele ter ciúmes!!
Os Quinze minutos começaram a se transformar em Trinta. A espera começou a ficar pior quando começo a ser paquerado... (ai comecei a entender o porque do apartamento quebrado).
Levantei, e fiquei em pé na entrada do saguão central. Depois de quarenta minutos, adentra na delegacia subitamente um mendigo com cara de louco. Como o gentil policial que ficava na recepção havia saído o mendigo apaga a luz (era final de tarde) e começa a falar com a parede...Depois com os parafusos do batente da porta, reclama alguma coisa do Lula (acho que não era tão doido assim) e sai dizendo que voltaria logo. Um dia voltaria!!
Quando deu Uma hora de espera vendo aquele entra e sai de pessoas, achei tudo aquilo demais e comecei a ir embora, quando finalmente o investigador Ronildo chega.
Ele chega e tira a arma da cintura coloca em cima do balcão da recepção e pede para eu mostrar o que eu tinha feito ali mesmo. Sim... no balcão da recepção.
Já psicologicamente afetado, abri meu notebook e comecei a mostrar ouvindo a reação dele:
- Hum...bom...sei...Hum – rum ....correto...
Quando parei de navegar e comecei a explicar um pouco sobre os elementos que apliquei no site e das mudanças que poderíamos fazer ou acrescentar, ele me interrompe:
- E o resto? Cadê o resto disto ai? (“disto aí” era o site, ou melhor, QUALQUER COISA que desenvolvi)
Expliquei gentilmente (mas ficando P da vida por dentro) que eu fiz apenas uma amostra (afinal não ia entregar todo meu trabalho assim) devido meu portifólio ser mais voltado para a área gráfica, onde com base no que mostrava ele ter uma idéia sobre o que poderia ser desenvolv.....
EU QUERO FALAR COM O CORONÉL!!!!!!!
AGORAAA!!!!!!
Entra pela porta vindo em nossa direção uma senhora exigindo energicamente!
Depois de convencerem ela que o CORONÉL não estava, ela foi embora tão rápido quanto apareceu.
Depois do susto (não bastasse o doido que falava com as paredes) continuei a explicar sobre o site.
Neste intervalo passaram uns dois investigadores perguntando se eu estava vendendo o notebook (contrabando, talvez).
Após minhas explicações, ele fez uma cara feia, e perguntou sobre preço, prazo e garantias. Falei que eu faria um contrato de serviço e meio já querendo sumir dali arrematei dizendo que ele poderia ficar tranqüilo, pois não iria fazer o site e sumir...mas ele me adverte com cara de ameaçadora:
-Se você sumir eu te acho!!
Aquilo já estava sendo demais para mim...
Então veio o veredicto do investigador Ronildo:
-Seguinte, gostei de tudo menos do preço! Muito caro pô!
Disse a ele que poderíamos negociar e parcelar sem problemas (mas no fundo queria era fugir com a louca do coronel).
Ele ficou pensativo...e disse sem rodeios olhando fundo nos meus olhos:
-Cara, vô fazê o seguinte: tenho um sobrinho aê que faz umas aulas de informática e prometeu fazer de graça meu site...se ele não conseguir eu te ligo. Certo?
Minhas vistas escureçam... procurei num instinto assassino a arma que ele havia tirado da cintura (afinal já estava na delegacia mesmo) quando minha razão falou mais alto.
Agradeci. Fui embora.
Nem deixei meu cartão. Afinal ele me acharia, não é?
__________________________________
Indo embora, passado o nervoso, achei tudo engraçado e a única imagem que não saia da minha cabeça era imaginar seu sobrinho adolescente debruçado no computador tendo suor escorrendo pelas espinhas da cara com o investigador Ronildo com arma na cintura atrás dele ameaçando com um "pedala Robinho":
-Vai muleque! Faz isto direito!
E eu reclamando de explicar a diferença de RGB e CMYK... Hummpt!!!
Publicar testículos (ou algo maior que isso) a cada semana (ou algo maior que isso).
O desafio:
Cumprir a promessa e lutar contra a dor nas costas (a idade já não se é a mesma, mas os meus cabelos...)
O desejo:
Comer figo com creme de leite...hum adoro!
MEU PRIMEIRO (SUPOSTO) CLIENTE Parte 1 de 2
Nos últimos tempos, além de trabalhar no aeroporto, estou tentando trabalhar como freelancer, mas na área de webdesign. Acredito que cansei um pouco de explicar a diferença entre RGB e CMYK na área design gráfico.
Ah, você também não faz idéia do que seja isso?
Bem...Red Green and Blue é uma abreviatura do sistema de cores onde Red (vermelho) Green (verde) e Blu...ah quer saber, faça uma pesquisa na Internet...
Pois bem, estou quase finalizando um curso técnico na área de web e na luta por um primeiro cliente. Se eu for me influenciar pelo meu primeiro (suposto) cliente eu teria desistido na certa. Explico.
--------------------------------(Nomes fictícios, mas a história é verdadeira...como todas por aqui, mesmo que você duvide.)--------------------------------
Certo dia, na tranqüilidade de casa, fazendo um site com exercício das aulas, toca a companhia: Era Jonas, meu vizinho.
Jonas, 30 anos, é o tipo de colega que sempre esta bem vestido, com os cabelos carregados de gel e um perfume que sempre anuncia sua chegada à metros de distância. Seu único defeito são seus exagerados abraços. Longe de mim! Não sou contra a um bom abraço para renovar as energias, mas como dizem por ai: Um é pouco, Dois é bom, ma Três é demais!
Seus abraços são animados, apertados, fazendo dois corpos tornarem uma única massa, sempre acompanhados de fortes tapas nas costas e um singelo beijo no rosto. Toda vez.
Os abraços de Jonas são do tipo inesquecíveis, pois após você ser quase esmagado, ele deixa impregnado em sua roupa uma marcante e inconfundível Deo-colônia.
Até onde sei, ele não é italiano, muito menos mafioso. Minha vã filosofia acredita que ele seja apenas mais um feliz metrosexual.
Com a súbita visita, resolvi aproveitar o ensejo para mostrar o site que fazia, tendo assim, algum feedback a respeito. Jonas, após ver o site, ficou super animado e me deu os parabéns adivinhe como? (Difícil esta, hein?).
No meio do forte abraço, quando aos poucos retomava minha consciência, devido a falta de ar, ouvi algo parecido com “tenho um amigo que precisa de um site”. Dizendo ser meu fã (ele é meio exagerado não só nos abraços), Jonas entregou um número de telefone para eu entrar em contato, tratando ser a respeito de um amigo que tinha certo comércio e havia comentado sobre o interesse de ter um site.
Após outro... e mais outro (sim, mais um) caloroso abraço, Jonas se despede na promessa de fornecer boas referências ao amigo sobre meu trabalho.
Dias depois, ligo para o celular do meu primeiro cliente de webdesign...indicado pelo caloroso Jonas. Do outro lado da linha uma voz ríspida atende:
-Quem!?
Como espera um usual “Alô”, demorei 2 segundos para responder algo e neste intervalo ouço a voz em tom mais grave:
-Quem “tá” falando!?
Com a maior educação e o máximo de tato, me apresento e ofereço meus serviços. Por sorte, meu vizinho realmente falou com ele anteriormente no que facilitou um pouco a conversa, até o momento que tento marcar um dia para falarmos pessoalmente e fazermos um “briefing”:
- Como é? Fazer o quê? Briefing? Meu cidadão, não tenho tempo pra isso não!
Ronildo era sócio com o pai de uma loja no ramo de revenda de filtros automotivos, fazia faculdade no período noturno e ainda acumulava a função de investigador de polícia civil.
O tempo para um singelo “briefing”era demais para sua rotina diária. Mesmo assim tentei convencê-lo da importância desta fase, mas fui interrompido com a seguinte frase:
-Amigão, “ce” faz QUALQUER COISA e me mostra depois, ai acertamos tudo!
Movido por princípios, ainda consegui seu e-mail para enviar um pequeno (mini) briefing apenas para saber por onde começar QUALQUER COISA.
Não sei porque tive uma má sensação...não sei porque...