Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.
Perfil no fim da página
:: Quinta-feira, Agosto 31, 2006 ::
IMPRIMA E GUARDE NO DIA EM QUE FOR TIRAR A CARTEIRA DE MOTORISTA
Dirigir é uma arte.
Principalmente quando trata-se de São Paulo. Na época em que trabalhava do outro lado da cidade que me escondo, via todo tipo de cena nas avenidas que teoricamente servem para carros engarrafados num congestionamento trafegarem.
Mocinha com gel no cabelo mostrando o dedo maior da mão com uma gentileza "ímpar" (o dedo do meio estirado, mais os dois dobrados em cada lado, somando três); pessoas tendo ataques epiléticos quando ouvem suas músicas entre vidros fechados; casais atrasando o trafego dando aquele dispensável beijo enquanto o farol reabre...Aliás, aqui em São Paulo (ou carinhosamente chamada, Sampa) se você permanece três dois segundos com o pé no freio após um faról abrir(que você pode conhecer por semáforo também, mas como sou paulista "meu", chamo de farol mesmo) alguém sempre irá buzinar longamente!
Imagina, delicadeza deste povo...
Mas pelo menos aqui nesta cidade ainda não vi de tudo. Diferente se eu estivesse na China.
Calma... Este último parágrafo não foi mais uma das piadas hilariantes que geralmente explico logo a seguir (toda piada sem graça acompanha breve explicação, repare) mas sim, uma notícia publicada esta semana na agência chinesa Xinhua que me chamou a atenção.
Uma mulher de Hohhot, capital da Mongólia Interior, no norte da China, bateu seu carro enquanto ensinava seu cachorro a dirigir.
A criatura de Deus (bípede com carteira de motorista) alegou que seu cachorro gostava de apoiar na direção e freqüentemente a observava dirigir. Óbvio como um mais um são três, ela não deixou seu bichinho passar vontade e após tanto vê-lo observar atentamente, deixou o cachorro dirigir enquanto ela operava o acelerador e o freio. De fato, eles não foram muito longe e bateram em seguida num outro carro.
Segundo a agência, a raça do cachorro não foi informada, mas Li (sobrenome da criatura chinesa de Deus) pagou pelos danos causados descontando depois na ração do inocente cachorro.
Bem... se você esta prestes a tirar a carteira de motorista sem pagar o famoso "quebra" (suborno leve agrado financeiro para passar na avaliação) e é brasileiro do tipo "não desisto nunca", imprima esta história e leve consigo. Se por acaso atingir os pontos suficientes para reprovação, mostre a folha para o avaliador argumentando a tamanha injustiça!!!
Só não espante se o avaliador disser:
Ah! Então vai dirigir assim lá na China!!!
(essa piada eu preciso explicar?)
É só!
Link da notícia(e você pensando que eu estava mentindo, né?)
Estou namorando de novo. Ok...Foi mais ou menos assim:
Eu namorava. Ai veio a amante chamada monografia.
Apesar de não me dar nenhum prazer sexual ou ao menos alguma troca de fluidos corporais (eu escrevi troca de fluidos corporais?), nossa relação extra-conjugal durou um ano (eu falo da monografia).
Se eu fosse adepto a aquelas camisetas com mensagens escritas, usaria uma que vi toda rasgada contornando o volumoso "panceps" (músculo situado logo acima do órgão sexual não mais visível) de um senhor aumentando seu círculo de amizades num bar: Não bebo, não fumo, não transo. MORRI ! Pronto. Este era praticamente meu estado em meio a teclas engorduradas (Fazia de tudo frente ao computador...Controle sua imaginação, obrigado) e um quarto feito de depósito de embalagens de todos os tipos e estados de decomposição (o tema da minha tese era embalagem).
Para você, querido e insistente leitor, ter uma idéia, quando resolvi limpar o quarto dando todas as embalagens para o rapaz que cuida da limpeza do condomínio e recicla materiais para ganhar um dinheiro extra, consegui contar todos os dentes de sua boca de uma só vez.
Seu "Seu" - como minha mãe o chama quando esquece "seu" nome e quer ser educada, ficando numa situação pior ainda...repetindo: Então, seu... "Seu"... ontem choveu tanto e blá blá blá... Tadinha...seria melhor ela perguntar o nome cada vez que esquece ou chamar apenas de senhor, "meu", "cara", "manu brown". Como dizia, seu "Seu" ficou tão feliz com a quantidade de embalagens diversas recebida que ficou duas semanas sem aparecer curtindo sua momentânea riqueza no Caribe. Tá certo... deu pra perceber que eu exagerei, né? Uma semana depois ele voltou (rs).
O fato é que diante deste desafio estudantil (que lindo...) entre outros fatos entre nós dois (eu e a ex namorada), não havia mais espaço para uma relação. Não que a monografia era obesa, mas ficar pagando mais seis meses de faculdade por causa de um fracasso na banca examinadora me dava calafrios. O fim não foi fácil, fomos tudo o que podemos ser na época. Guardo ótimos momentos junto dela e um carinho especial.
Jurei ficar um tempo sem namorar (disse "sem namorar", sexo eu até tentava...).
Mas vejam vocês como a vida é caprichosa... Diante desta promessa - que consegui sustentar durante alguns meses - conheci do imenso nada que nos rodeia alguém muito especial. Em meio a um furacão de acontecimentos ela soube conquistar seu espaço dentro do meu batedor (coração) e aceitar com todo seu carinho o que eu tinha a lhe oferecer. E ainda por cima é bonita pra cacete. Eu não mereço tanto...
Já estou um tempo parado. Mas algumas pessoas ainda insistem em vir aqui.
Esta página virtual, no fundo...lá no fundinho, são coisas tolas que acontecem comigo e conto aqui com certas artimanhas. Certo exibicionismo positivo misturados a vontade de escrever talvez...será que existe isso? Exibicionismo positivo? (rs). Mas acho que dá pra dividir e aprendermos algo com a interatividade que rola aqui.
Bem...Foram duros meses e no fim consegui terminar minha monografia no curso de Desenho Industrial. Veja bem, disse "MO-NO-GRA-FIA" não mamografia, como uma amiga certa vez achou ser.
De fato a dor foi quase parecida com um esmagamento dos seios para descobrir algo por dentro (nunca fiz uma mamografia, óbvio, mas já ouvi relatos femininos).
No fim de tudo...fiquei com uma embalagem para patentiar (estou sem dinheiro para tal, aceito doações), e um livro de capa dura e letras douradas, acumulando poeira no meu quarto, que me custou os olhos da cara mais um "teco" (conhecido também como pedaço) do meu fígado. Raras vezes mostro para amigos que me visitam, onde sempre se espantam com o tamanho do livro para explicar uma embalagem que tem 14 x 4,5 cm.
Pois bem...após horas frente a um computador durante tanto tempo, agora freqüento uma sala de RPG (não é o jogo). O tal RPG (Reeducação Postural Global) é uma seção de tortura (em posições que lembram a própria crucificação de cristo) apenas para colocar "você" no lugar. E qual é meu lugar?
Na primeira consulta o fisioterapeuta (Dr. Fábio, um japonês simpático que usa tênis) me olha a certa distância em diversos ângulos (frente, costas, lado) com a mão no queixo feito o pensador de Rodin e no final diz o que existe de "torto" na minha vida, digo, no meu corpo.
Não sei se todos fisioterapeutas são tão sinceros assim como ele, mas após descobrir que tenho certa lordose e outros detalhes que me deixam mais torto ainda ele escreveu num bloquinho vários encaminhamentos: Raio X da coluna inteira, músculos específicos para fortalecimento na musculação (sim, eu tento voltar a fazer isto) entre outras coisas.
No fim pergunto se ele não esqueceu de um encaminhamento entre tantos. Surpreso ele diz:
Não...por enquanto é só? Por quê?
Sem pressa nas palavras complemento:
Faltou me encaminhar para o psicólogo... Juro que seus pacientes devem sair com uma auto-estima elevadíssima daqui após descobrir que é todo "torto" e nem sabia.
Para me consolar, após um riso que não conteve ele diz calmamente:
Todos nós somos tortos e muitos convivem bem com isso...ninguém é perfeito.
Estou pensando em desistir convivendo bem com "isso" e tomando alguns prozacs.