Último Momento...


Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida, sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.

Perfil no fim da página


:: Quinta-feira, Setembro 29, 2005 ::


SENTA AQUI...
(Eu não sou materialista...Não sou! Não sou!! E não sou!!)


Se você estivesse comendo biscoitos de polvilho tendo orgasmos ao sentir seu farelo grudando no céu da boca e alguém chegasse do seu lado com um comentário despropositado do tipo:
Nossa! Você viu como "fulano" esta bem? Como "fulano" esta feliz? Ficou sabendo?"

O que as pessoas remeteriam a esta felicidade? Responda você sem demagogia....

Acredito que 90% das pessoas relacionariam esta "tal" felicidade a bens matérias (um carro, uma casa, ganhar na loteria, etc);
As outras 10% responderiam com a boca cheia de polvilho: Humã!? Humcuê?

Atualmente mede-se o grau de felicidade pela quantidade de "coisas" que uma pessoa possui.

"Imagina! Fulano tem carro do ano, casa na praia de tudo do bom e do melhor...Ah...queria ser feliz assim, oras!"

Querendo ou não, nossa sociedade rotula felicidade no "TER" e implantam nas cabeças alheias, como fios de cabelo nos carecas, a estreita relação de realização com o material...
Ou você acha que Buda foi feliz comendo apenas folhas de cânhamo e refletindo sobre as nobres verdades? No mínimo era doidão! (estou sendo irônico, ok "simpáticos vendedores de incenso!" Ok, fui irônico de novo...)

Em 1962 M. Heidegger publicou "A Coisa", abordando o quanto o homem vive numa crescente "coisificação". Em miúdos, para o homem moderno, mais vale o TER do que o SER.

Certamente você já conseguiu na sua vida "coisas" que sonhava...queria!
Ok! Então você é muito feliz!! Não é? Não!!!!? Mesmo...? Tentei...

Certo, vamos mudar a abordagem então...

Realmente, se refletirmos enquanto comermos polvilho, o QUERER é um sentimento difícil de alimentar. Praticamente como "comer água" quando estamos famintos.

Quantas "coisas" você já quis e quando finalmente conseguiu, esta "coisa" ficou banalizada ou sua importância diminuiu consideravelmente?
(Se você estiver ouvindo Radiohead, dê um "pause" agora, por favor...)

Um filósofo chamado Schopenhauer, afirmava sermos "escravos do querer", onde a vontade inconsciente não tem meta: quer apenas o querer. Segundo ele, a essência do mundo é alheia à razão. Somos escravos do desejo, deste desejo que é sempre sofrimento - sofrimento da necessidade enquanto não satisfeita; sofrimento do tédio quando pretendemos obter tudo o que desejávamos.
(Melhor parar de ouvir Radiohead por enquanto...)

Antes que você comece a chorar e depois se mate, vale a pena dizer que é apenas uma visão filosófica e não verdade absoluta - elas estão em falta na prateleira.

Já falei neste blogue outras vezes sobre a "felicidade" mas o assunto sempre é difícil de se concluir.

Talvez fiquemos menos frustrados se tivermos a consciência de que "essa tal felicidade" esta no CAMINHO e não no DESTINO (vai ser longe assim na Rapariga que teve Neném!).

Cada encontro da vida merece ser notado!
De fato, tudo que pertence a este mundo perece...O SER sempre prevalecerá perante ao TER.

Merda...toda essa bobagem por causa de um celular perdido!

É só!



P.s. Será que a bancária que me fez o empréstimo hoje, lê este blogue? Vai saber...


:: Domingo, Setembro 25, 2005 ::


SE EU PECO, É NA VONTADE...

Eu não sou materialista.
Só um pouco.
Mas "Punta Del Leste!" hoje perdi meu celular no aeroporto...

Menos de um mês atrás perdi também a frente do rádio do meu carro quando tentaram roubar-lo.
Ainda bem que não sou materialista.
Um pouco só.

Eu não acredito muito em inferno astral (a má sorte que acontece um mês antes e um depois do dia de nascimento), mas Deus esta me passando um sermão da montanha.
Difícil.

Hoje, depois de trabalhar e procurar em vão meu celular, dormi a tarde toda na tentativa de ter alguns sonhos eróticos e esquecer um pouco da vida.

Gozado...



Tenho um colega que geralmente trocamos comprimentos nos corredores do aeroporto. Há quase cinco anos isso acontece. Desde que eu o conheço, suas narinas inalam mais ar condicionado do que ar fresco monóxido de carbono, trocando turnos em dois empregos dentro da caixa de concreto.
Ficamos mais chegados por gostarmos de tocar violão. Ironicamente ele nunca me viu tocar, muito menos eu o vi. Mesmo assim adoramos perguntar um ao outro: "E o violão, como vai!?"
Após uma resposta geralmente parecida, terminamos com a promessa de uma balada para tocarmos juntos - que nunca acontece.
Hoje pela manhã, pegando um café naquelas máquinas que engolem moeda, nos encontramos, mas o papo foi fora do contexto usual.

Trabalhamos tanto...

A vida se enche tão rápido quanto o café expresso no copo de isopor. Bebemos rápido. Queimamos a língua. Não temos tempo para esperar. Engolimos goela abaixo o que o dinheiro nos forneceu... e nem sabemos porque tomamos todos os dias o mesmo café.

Trabalhamos tanto e nos esquecemos...

Combinamos frente aquela máquina gélida dos "cafezinhos expressos" de tomarmos menos banho, talvez menos café também e desapegamos da matéria virando hippies ou ainda monges budistas - quem sabe até tocarmos um violão juntos...vai saber...

Ainda bem que não sou materialista.

Cadê a merda da minha cabeça que ainda não achei?


É só.



ESTOU VENDENDO
AQUI TAMBÉM ESTOU VENDENDO


:: Sexta-feira, Setembro 23, 2005 ::


TRÊS ANOS DE UM

E não é que este blogue fez 3 anos no dia Vinte passado e eu nem percebi...

Só não esqueço minha cab......

Nossa!!! Cadê minha cabeça que estava agora a pouco colada aqui no pescoço!?



É só! só! só!




P.s. Para os curiosos o primeiro post tosco e cheio de "errus de prutugues" que publiquei neste blogue.
(Quando abrir a página, vá no fim da mesma "lááááá" em baixo. Saca?)


:: Quarta-feira, Setembro 21, 2005 ::


NOVOS ARES
CURITBA E NATAL


Minha bicicleta azul existe na imaginação. Gosto de azul. Gosto de bicicleta. Usei-a para viajar.

Nos últimos meses fiz duas viagens inesquecíveis.

A primeira viagem foi para Curitiba e conheci queridas pessoas. Nos dias em que fiquei por lá descobri uma cidade linda e muito divertida, onde até pagode eu dancei...ou tentei dançar. (eu dançando pagode...rs).

Aprender que eu era um Piá* e nem sabia;
Aprender admirar pinheiros;
Conhecer um doido que anda empurrando uma bicicleta de sunga e óleo no corpo inteiro pela XV de Novembro;
Ver metade do filme do Bob Esponja e dormir a outra metade dele de cansaço...(ainda verei o resto do filme!)
Conhecer ônibus articulados que param em túneis mágicos e ficar rindo a toa...


Por lá, frio estava apenas o clima, pois o resto tinha um enorme calor humano...Saudades.



A segunda viagem retornei para Natal.

Minutos antes do embarque encontro um garoto potiguar seguindo no mesmo vôo para a cidade do sol. Inocentemente pergunto:

Ei...psiu! Você sabe o que é galado* ?

Obviamente o garoto não sabia, pois ele não era amundiçado* , mas apenas um garoto.

Viajar três horas e meia a mais de 800km por hora e saber que ainda tem mais Brasil adiante (como é grande esse país!);
Ver uma tremenda tempestade de um lado e um lindo pôr-do-sol no outro do avião;
Conhecer casas com ganchos para rede em todos os cômodos (eu conhecia redes apenas na varanda, muito legal!);
Ouvir um diálogo regionalista e entender apenas artigos e nomes próprios...levando ainda uma manga nos peitos* ou sendo malhado* na ocasião...rs;
Encontrar as mesmas pessoas em dois ou mais lugares diferentes por acaso (faz parecer a cidade ser realmente pequena...);
Descobrir que existe a Natal para turistas e a Natal para amigos de potiguares (eu conheci a verdadeira cidade desta vez).


Viajar nos faz descobrir muitas coisas e acrescentar outras mais. Tudo é lucro...tirando o bolso, claro...rs. Nelas, podemos perceber o quanto pessoas que pouco conhecemos ou que nunca vimos podem ser maravilhosamente surpreendentes e carinhosas;

Este post é apenas para agradecer os amigos e novos amigos "antes virtuais" que conheci nestas duas terras maravilhosas.

Adorei todos vocês e espero um dia ainda rever-los!

É só!

Num tindi cumé quié:


GALADO: Gala significa "esperma". Então uma pessoa "galada" é uma pessoa toda gozada. Isso pode ser bom ou ruim...depende do contexto onde a palavra é inserida;
PIÁ: Garoto no Sul do país. Pode ser Piazão no caso de um cara jovem.
AMUNDIÇADO: Pessoa "porra louca" que esta em tudo e todas; do mundo.
LEVAR MANGA NOS PEITOS: levar um fora; levar a pior numa situação.
SER MALHADO:ser caçoado por alguém.



:: Quarta-feira, Setembro 14, 2005 ::


POIS É


Amanhã irei andar na minha bicicleta azul...




Ganhei hoje de aniversário.




Volto em alguns dias...


Rá Tim Bum!



P.s. Olha o que este quase trintão ganhou de aniversário do brother!


:: Segunda-feira, Setembro 12, 2005 ::


TERÇO - FEIRA

Música eu viajo.
Me encontro.

Minha mãe me ensinava para fecharmos os olhos cada vez que fossemos iniciar uma prece. De olhos fechados em contrapartida da escuridão no olhar, tudo fica mais claro para o coração e mente. A coruja da concentração observa melhor desta maneira.

Sentir é se entregar.

Quando suas ondas confundem-se com meu ritmo interior, pulsando entre veias e artérias toda endorfina que me conduz.
Quando movimentos involuntários tornam-se voluntários desta causa em uníssono prazer.

Percebo músicas que me percebem assim: como uma prece.



Dançar eu não sei bem. Tenho minha chacoalhação indefinida.
Mas pouco importa o suor e epiderme "fashion".
Quando estou entre luzes e som na noite desta cidade louca adoro rezar.

Coisa boba é fechar os olhos naquela balada louca e enxergar através fina cortina de pele as luzes que esbofeteiam sua cara.
Sensação única!
Dançar de olhos fechados lhe permite uma outra dimensão nas sensações, amplificando o som dentro da sua caixa.

Diversão garantida!

Mas abra-os de tempo em tempo para evitar pisar no pé de alguém.

Música eu viajo.
Me encontro.

Confortável como tênis velho...

É só.



P.s. Estou pensando mudar o template deste blogue...
e uma comunidade no orkut para este blogue... o que vocês acham? Penso demais? Eu sei...


:: Quinta-feira, Setembro 08, 2005 ::


ROMA

Eu até gosto de ROMA mesmo tendo ido lá apenas em sonhos. Em ROMA estão as leis e crenças que a maioria adota sem pedigree...sem saber o por quê. De qualquer maneira, gosto de me imaginar a mamar nas tetas da loba como Rômulo e Remo e me fascinar com sua grandiosidade no mais lúcido estar da minha alma.
Mas não entendo ROMA, nunca entendi bem. Mesmo quando aperto os olhos e forço minha percepção, o mais próximo que vislumbro são suas fronteiras bem guardadas. Dizem que ROMA não é quente como o fogo que lhe ardeu outrora...Dizem que são os detalhes em temperatura confortável que faz sua lenda viver nos corações. Lugar onde nenhum destino pôde prever.

Dizem que não se chega lá só. Não existe o caminho só. Mas dizem tantas coisas neste nosso buscar do "alguém" quem nem sempre sabemos quem "é". Vai saber...

Para chegarmos em ROMA, dizem que sempre existe um mar para desbravar. Um lugar onde todo o horizonte é igual quando a deriva deixamos estar...Tudo é imprevisível e nada é firme como as fronteiras de ROMA. O que sei por experiência da busca, é que temos que dedicar nossas forças para atravessar o mar, cuidarmos do nosso barco e do que lhe faz mover e ainda guardar o melhor fôlego para quando cairmos na tempestade entre frio e vento, aflitos e só....
A fé é sempre passiva da dúvida do cansaço...daquele amanhã que teima em não vir quando não sabemos aproveitar a aventura das marés. Nossa ventura da vida.

Dizem que existem acima do mar muitos pássaros. E deles temos inveja. Sempre queremos voar e ver o horizonte além. Mas do que adiantam as asas se não sabermos para onde ir? E quando medirmos no vento nossa ilusão, as distâncias percorridas, assim como as quedas, sempre serão maiores. Voar é apenas para pássaros e deuses. Papo-furado...

Dizem que achamos o rumo quando olhamos para o céu...
E nos entregamos...Acreditamos...Em que? Ainda não sei. Acaso que não existe, talvez.

Dizem que apenas o sol e as estrelas podem nos guiar.
O resto é ilusão.

Eu não sei...eu não sei.




É só.


:: Sábado, Setembro 03, 2005 ::


LOVE WAS SUCH AN EASY GAME TO PLAY

Amor.

Roma.

Já perceberam que "Roma" é a palavra "Amor" de trás para frente!?

Talvez esta seja a única coisa que sei sobre o "AMOR" até agora.



É só...


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