Buscarmos a consci?ncia de que o tempo em que vivemos ? ?nico
onde temos toda a capacidade transform?-lo e nos surpreendermos com nossas a??es
vivendo intensamente, como se fosse o ?ltimo momento,
desde as coisas mais simples at? as mais importantes.
Cada dia ? novo. Cada momento ? novo. O tempo n?o tem significado em si mesmo,
a n?o ser que decidamos lhe dar import?ncia valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrer? novamente.
Perfil no fim da p?gina
:: Terça-feira, Outubro 19, 2004 ::
MARIANA
Ultimamente minha vida tem se voltado de maneira mais intensa ao plano real somado a restrição do meu acesso à internet por meio discado. Escrever algo somente para atualizar, prefiro não escrever. Penso assim simplesmente por dois motivos: por não fazer o meu feitio e principalmente em respeito aos meus leitores. Mas o blog continua sempre. Mesmo que ultimamente ele tenha tomado tópicos mais sentimentais ou pessoais...mas é o que vivo no momento...este local é parte do meu reflexo em palavras no último momento. Assim que possível retornarei as visitas.
Certa vez, em desabafo num post no dia dos pais acabei revelando que conheci através do endereço de um fotolog fornecido pelo meu pai uma irmã por parte dele que tinha conhecimento apenas remoto. A partir deste dia, aos poucos, fui conversando e conhecendo "virtualmente" minha irmã. Tantas perguntas, tantos medos, tantas coisas que anos mais destino mantinham afastados e que aos poucos tornavam-se mais concretos através de um encontro futuro.
Na festa de aniversário do meu irmão este dia chegou.
Conhecemos Mariana, uma menina que vive somente com sua mãe sem outros irmãos por parte da mesma e que depois de 17 anos em vida conheceu seus irmãos paternos.
No horário e local marcado fui buscar minha irmã acompanhada por meu pai e uma amiga muito simpática (Thais, um beijo!). Paro o BOP (meu carro) atrás do carro guiado pela sua mãe e desço. De imediato meu pai reconhece o carro logo atrás e desce também rapidamente. Sigo ao encontro dele. Mariana permanece por algum momento dentro do carro, como se quisesse tomar fôlego e se despedir da frase "eu não conheço meus irmãos" preparando o coração para a nova etapa.
Ela desce com seu sorriso tímido olhando ternamente em minha direção. Meu peito move de maneira rápida em uma tomada de ar pela emoção presente. Um abraço demorado.
Neste dia comecei a sentir novas sensações...como a de ficar atento com minha irmã entre os gaviões de testosterona presentes, abraça-la e dizer aos amigos: Esta é minha irmã, sabia!?
Em minha mente gosto de relembrar o momento em que ela estava sentada enquanto amigos tocavam violão, já no finalzinho da festa. Ela reclama de um cara meio "alegre" que a pouco tinha lhe incomodado (o cara teve o dom de atazanar quase todas as meninas da festa), então dando um beijo em seu rosto carinhosamente disse que qualquer coisa eu estava lá e era só me chamar...após o gesto no afastar do meu rosto vejo um sorriso lindo surgir na face doce. Algo que pode parecer comum...mas para mim foi inesquecível.
Agora é assim. Conheço uma menina linda que atende por irmã. Dona de um coração simples que aos poucos tenho certeza irei poder conhecer mais e mais.
Ninguém pode prever o que ocorrerá, mas certamente tudo acontece de maneira incompreendida e sempre no momento certo.
Por alguns momentos antes de começar a digitar a primeira letra, fiquei diante da folha virtual sem saber como e por onde começar. Acredito que isto seja algo corrente sempre quando se usa a codificação das palavras para expressar sentimentos além destas...Porém tentarei da melhor forma sintetizar o que percorre na mente.
Tinha um amigo que morava no mesmo condomínio no período da minha adolescência. Ele tinha de tudo que o material poderia proporcionar. Lembro que me encantava com seus Cd's, coisa super nova e para poucos na época, ficava totalmente fascinado com seu autorama que tomava a sala toda do apartamento bem decorado. Mesmo com tantos privilégios perecíveis, em meu íntimo a caminho do amadurecimento, sabia que algo muito importante lhe fazia uma falta tremenda. Algo que não se classifica na gama de objetos muito menos passivo de compra ou venda. Ele sentia a falta de algo que eu não sentia. Isso não fazia dele um adolescente infeliz, mas era evidente este vazio às vezes no seu olhar.
Este garoto adorava brincar com os amigos e sempre que podia estava em casa na desculpa de beber um copo d'água após o futebol. Seu coração sempre pedia alguém ao seu lado. Seu nome era Rodrigo morador do sexto bloco de apartamentos.
A pouco, conheci outra pessoa muito especial que através de meu pai mostrou-me também o privilégio que vivo diariamente e que invariavelmente esta presente em meus pensamentos e coração. Ela nunca teve (mesmo tendo) e sempre ensejou ter...Fato que tem seus dias contados.
Oh, meu mano...É de você que me refiro em cada linha destas escritas...De maneira torta, sem saber muito saber o que dizer, mas com o coração terno do mais nobre e puro amor que sentimos um pelo outro.
Nem camisas novas serem sujas antes do meu uso ou "visa-vales"...nem gasolina, muito menos o som alto enquanto tento dormir; rangem a sólida base de carinho que construímos dia-a-dia. (mas vê se pega leve hein!?...rs)
Uma das coisas que mais valorizo é a harmonia que existe entre nós que hoje em dia não se refere em 4 anos de diferença, pois ao meu lado tenho um grande irmão que muitas vezes é bem mais maduro e surpreendente do que este que escreve...Fico muito feliz quando outros dizem para mim admirados: "como é legal seu irmão" ou "vocês se dão bem, né?".
Cara... TE AMO demais...Mesmo que eu não fale em palavras no decorrer do tempo este pensar, mas implicitamente sabemos que um estará lá pelo outro seja onde e para que for...por sermos presentes de Deus.
Você é foda meu irmão! (acho que o melhor que sei dizer...rs)
Livros de auto-ajuda geralmente são um saco. Mas alguns até podemos tirar algo de construtivo, principalmente se tem bases em estudos psicológicos.
Richard Fleet, canadense e autor do livro La séduction: vérités et mensonges(A sedução: verdades e mentiras) em um artigo para uma revista falou sobre a sedução nos tempos atuais.
Entre os fatores de causadores da ansiedade estão o medo de falar em público entre outros. Mas curiosamente o que ganha em disparado é o medo do primeiro encontro amoroso, o que chamamos de cantada, chaveco, chegar junto, etc.
Para o psicólogo a arte da sedução pode ser aprendida, onde devemos além de enaltecer nossos êxitos, também não encobrir nossos fracassos numa tentativa de evoluir com eles.
Segundo Fleet, "vivemos numa sociedade de vida acelerada e queremos saber logo se uma determinada pessoa nos convém ou não". Conseqüentemente todos querem deixar uma boa impressão de imediato. Como mais de 65% da mensagem transmitida é de origem não-verbal (os gestos, postura, expressões faciais) os primeiros minutos são decisivos. No caso de uma impressão negativa, é muito difícil reverter a situação. Daí a crescente ansiedade em muitas pessoas nessas circunstâncias.
A psicologia cognitivo-comportamental pode ser uma grande ajuda nesta hora.
Antes que você pergunte que "mercadoria" é esta e se esta à venda na quitanda da esquina, a psicologia cognitivo-comportamental se baseia no princípio de o que provoca a ansiedade não é a situação em si, mas a interpretação que se faz dela. Levar um fora, não significa que você não vale nada. Além de esta conclusão ser pouco realista ela não compromete o futuro. Os bons conquistadores são aqueles que se conhecem bem e sabem observar o próprio comportamento se preocupando com a imagem projetada.
Sei que agora você se lembrou da propaganda da Sprite "Imagem não é nada, sede é blá blá blá"... certamente isto é válido. A imagem é apenas a chave para o aprofundamento (entenda como quiser) de uma penetração relação. Para que alguém se sinta tentado a descobrir o que existe além da aparência, não pode ser repelido logo de início.
Para Fleet, a magia da sedução é uma das maiores mentiras existentes.
Outro fator importante é não contar sua vida inteira para uma pessoa que se acabou de conhecer. Dosar as confidências e saber não falar demais (não precisa ser mudinho) é um bom início no caminho das pedras (Já vivi isto na pele).
Os ciberencontros permitem um certo conhecimento, mas sempre chega o momento em que as pessoas precisam se conhecer em carne e osso. Um dos melhores lugares para encontrar sua tampa da panela é no ambiente cotidiano (comprovado por estudos) e um dos piores é na balada por reunir uma quantidade grande de pessoas muito diferente uma das outras.
Estudos psicológicos sérios demonstraram que o velho princípio de que "semelhantes se atraem" tem fundamento - tanto no plano da aparência física quanto no da posição social ou da escolaridade. Além da formação do casal ficar mais fácil as chances de viver uma união mais estável e feliz é maior. Claro que existem exceções da regra, mas no geral, pessoas muito diferentes tendem a ter relacionamentos intensos, mas curtos.
Para que este relacionamento dure é preciso manter o maior tempo possível o princípio de semelhança. Evoluir no mesmo ritmo é um elemento que contribui muito. Por exemplo, se um dos dois se lança numa nova carreira e o outro não faz nada para compensar a distância que se insinua entre eles, pode resultar num rompimento.
E para finalizar...carinho, sempre! Muito carinho, pois diversas vezes um simples gesto, carícia fazem mais efeito do que mil palavras.
Agora que abrimos o Tostines, cadê a prometida que o chato do Bro'z canta?
Sabe...o ser humano tem a propriedade de perder com o tempo o olhar contemplador daquilo que lhe torna comum. Em diversas áreas da vida isto acontece.
Você já olhou sua namorada (o) como a primeira vez novamente? As linhas de seu rosto, caminho para seus dedos deslizarem através do leve toque, o detalhe que só ela (ele) tem? Aquela celulite de formas únicas? Ou aqueles pelos no nariz dele que te fazem cócegas ao beijar? (fui podre agora....rs) Você já percebeu novamente seu mouse óptico como desliza gostoso como na primeira vez em que você usou?
Eu costumo fazer isto no meu trabalho, assim com em outras áreas da minha vida às vezes...Simplesmente contemplar como a primeira vez. E vos digo com certeza queridos leitores (as): É muito boa esta sensação.
O aeroporto, por exemplo, é um lugar mágico. Uma espécie de superação maior do sonho humano de voar, estreitamente ligado a questão de vida e morte. Quem voa entrega sua vida a companhia aérea de certa forma, porque em caso de acidentes, não existem devoluções aos sábados - se é que você me entende. Fica então uma espécie de preço pelo sonho de voar...mesmo que nas entrelinhas, estar no alto requer seus riscos, mas em tudo na vida é assim, ora bolas de sorvete de flocos!
Porém para lhe confortarem, este é o mais seguro transporte que existe...de verdade. Quantos acidentes aéreos vocês vêem nos noticiários (se é que podemos chamar assim) sangrentos? E quantos de automóveis? Vários...e de qualquer forma a "morte" não existe, não é? (Baixou o querido Chico Xavier aqui...rs).
Enfim, tentem alguma vez contemplar como se fosse a primeira vez alguém querido ou algum lugar que você passa, vive ou sobrevive todos os dias e depois me conta a diferente experiência percebida nos detalhes...(mas é pra se concentrar hein...viajar mesmo.)
Gosto às vezes de ficar na pista bem ao lado dos aviões em meio à madrugada observando a vasta planície com o vento zunindo e criando ressonância no protetor auricular (tipo de espuma que protege os ouvidos do barulho excessivo) e meus pensamentos. Gosto das luzes coloridas de balizamento onde as aeronaves dançam antes do seu momento maior: O vôo. O cheiro de querosene no ar do motor queimando e tremulando a paisagem à frente...são sensações que poderiam passar despercebidas se eu não parasse (literalmente) em alguns momentos e contemplasse meu redor como a primeira vez.
Ontem aconteceu algo engraçado... Uma das melhores químicas é avião e crianças. Eu me divirto...rs. Embarcando num vôo que decola às 1:10h da manhã (Gol 1662) com destino a Recife escalas no Rio e Salvador, um menino empurra antes do tempo determinado para embarque, o pesado portão de vidro, tentando embarcar. Vendo a cena, barro e pergunto ao pequenino:
- Para onde você vai, garotão? Ele me responde olhando de baixo pra cima:
- Para o avião. (óbvio, dã...) Como eu queria saber a cidade de destino que ele ia, desencadeia uma conversa lógica. Mas que no fim ficou sendo uma lógica infantil inesperada...rs
(eu) - E o avião, para onde ele vai? (menino) - Lá pra cima. (é...verdade...rs, comecei a achar que ele estava me sacaneando)
(eu) - E depois?(insisti...) (menino) - Para o chão.(ele estava me sacaneando, agora eu tinha certeza...rs) (eu) - E onde fica o chão? (cheque-mate! Pensei vitorioso...agora eu descubro...hehehe)
(menino) - Lá em baixo! Ué... (ahhh muléke, cadê a avaiana de pau!!?)
O nome do menino ao menos eu descobri quando entrei no avião, Lucas. Mas não pensem que foi ele quem me contou...foi sua mãe que revelou o nome da "figurinha" enquanto ele todo bobo colou a cara na janela ao pisar (literalmente) no banco da aeronave.
Hoje tem mais...amanhã (sábado) eu folgo. Espero na folga conseguir visitar meus amigos leitores. Agora fica mais difícil participar deste mundo virtual porque perdi o Speedy e retornei a banda de pagode discada anterior...minha mãe esta no meu pé, então fico restrito no acesso. Mas sei que vocês entendem...(assim seja).
Ah...para as pessoas que perguntaram se podem me escrever cartas por causa do post anterior...Fiquem a vontade, adoro cartas!! Se forem femininas, mandem perfumadas, por favor...rs Se forem masculinas, mandem aquele abraço!!
É só!
P.s. Perceberam como ultimamente eu estou "sentimentaloide" demais? Um cocô praticamente... É esta carência que me mata....Puts, como daria tudo por um colo feminino ultimamente (comentário desnecessário...rs).