Buscarmos a consci?ncia de que o tempo em que vivemos ? ?nico
onde temos toda a capacidade transform?-lo e nos surpreendermos com nossas a??es
vivendo intensamente, como se fosse o ?ltimo momento,
desde as coisas mais simples at? as mais importantes.
Cada dia ? novo. Cada momento ? novo. O tempo n?o tem significado em si mesmo,
a n?o ser que decidamos lhe dar import?ncia valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrer? novamente.
Perfil no fim da p?gina
:: Segunda-feira, Setembro 27, 2004 ::
NOSTÁLGICO NA CADEIRA - Post degrau pós melancolia moderada.
Olá queridos e "reservados" leitores (as) do UM - descobri esta característica comportamental na maioria através do post do dia 23/09...rs.
Ainda em comemoração a UM ano de blog cravado no dia 20 deste mês, como todo nostálgico blogueiro, gostaria de republicar um dos posts que mais gosto dentro deste tempo na descoberta binária.
Todo blogueiro republica um post que mais gosta. Desta maneira, como sou parte da massa do Caribe (explicação alucinógena: de modo figurado,cada ser humano é uma ilha de certa forma, então somos uma espécie de Caribe num aglomerado de ilhotas banhados pelo mar cibernético...viajada, fala sério...rs)...onde estava mesmo? Ah, sim...então como parte da massa vou seguir o modismo saudoso de todo blogueiro.
Este post me encanta em especial, por ser algo que nunca vi em outros blogs e por me tocar na lembrança de uma época muito querida - em mil novecentos e catápum - que recebia cartas maravilhosas (adoro elas!!).
No original, postado no dia 04/11/2003, não existia nenhuma contaminação de caracteres, somente a carta nua, crua e pálida como post. Na ocasião, escrevi de noite e postei no dia seguinte de manhã.
Espero que gostem desta parte do bau virtual que separei com todo carinho para vocês.
P.S. Meu atual endereço mudou o número do apartamento que passou de 421 para 712, o resto continua igual.
Lidar com certos sentimentos nem sempre é fácil. Remete muito esforço emocional para se desvencilhar das teias do subsolo infantil registrado. Dentro do escuro comportamental, verte deveras dilacerante, movimentar-se entre esbarros e tropeços do que não enxergo - ou assim me conforto a pensar - e mesmo assim estão lá. O ruído é intenso internamente num reconhecido timbre melancólico.
Meu dedo menor e tudo dentro desta mesma estatura doem. Uma dor extrafísica de alcance "sentimentalóide" exposto naquele que cala e segue vendo riscas de mármore.
Meus pilares ilusórios sempre buscam no amor inexistente seu aconchego, num balançar de rede que mais me causa enjôo anunciado do que outras sensações. Mas sempre se repete o mesmo passo. Estupidamente.
A referência feliz é aquilo que nunca soube se realmente participou fora desta mente, mas se faz saudoso mesmo que ilusório.
Nem corpos alimentados, nem almas saciadas...
Os outros em outros cantos, eu no meu.
MASTURBAÇÃO - O que você faz quando ninguém te vê fazendo? (com este título o post pode ser uma rodovia que todo mundo lê nem se for onde tiver "sexo" ou "masturbação")
Pelo que minha vaga lembrança (memória) pode recordar, eu estava na Sétima ou Oitava série do ensino básico em mil novecentos e tralalá e tínhamos um professor supostamente de biologia de cabelos encaracolados com a fisionomia do John Lennon. O cara era doido, mas de uma certa aula adiante ele foi promovido de doido para doido-tarado.
Do imenso nada que nos rodeia, ele pergunta para uma sala cheia de espinhas vulcânicas e hormônios acelerados a flor da pele: Quem já se masturbou alguma vez? (Silêncio)...(Risos baixo do "fundão").
O cara fez uma espécie de "Tire suas dúvidas cabeludas sem pagar nada", onde cada aluno anonimamente escrevia em um papel, que seria entregue para ele, sua dúvida "daquilo". A aula foi um sucesso e a mais interessante que eu já presenciei...Ninguém piscava. Principalmente quando o assunto era masturbação.
As perguntas foram as mais criativas possíveis "Por que os órgãos genitais sempre ficam alojado no lado esquerdo da calça masculina?" (pode reparar!) "Por que algumas calças femininas apertadinhas fazem cócegas?" (claro que reformulei melhor as perguntas...qual adolescente diz órgãos genitais?...rs).
Mas todo esse "cuidadoso tatear" tem uma história...
Na História da Humanidade, até o século 19, a lenda da mão cabeluda tinha o aval da comunidade médica, sendo apenas um dos "efeitos colaterais" mais brandos relacionados ao sexo solitário - a lista era imensa: tuberculose, cegueira, loucura, epilepsia, ler este blog...opa ainda não tinham inventado a internet, enfim, entre outras.
A invalidez e a morte eram o destino de quem ousasse tocar a si próprio.
No hebraico antigo nem sequer exista a palavra para designar o sexo solitário. Tocar a própria genitália era vedada aos homens até na hora de urinar. "Na tradição judaica, o pênis já nasce impuro. Tanto que é preciso tirar um pedaço dele na circuncisão." (Uui...)
Em um dos textos bíblicos Onã é o culpado de tudo. Por "derramar a semente no chão" ele foi fulminado por Deus como castigo. O texto não diz se ele era um mastubador ou não (seu pecado mais provável foi o coito interrompido), mas a parábola é clara: sexo deve servir só para procriação. Eis porque Onã, o anti-herói do Gênesis, se tornou substantivo comum - onanismo e onanista ainda são termos usados para designar, respectivamente, a masturbação e o mastubardor. O grande pecado da masturbação é o fato dela ir na contramão da reprodução.
Mesmo no século 18, onde a visão de mundo fica mais racionalizada e menos religiosa, não aliviou a barra dos mastubadores. Com a religião de fora, não bastava uma ordem divina para reprimir um ato socialmente abominável. Então surgem os pelos na mão e tudo mais que conhecemos até hoje para condenar o hábito.
Em 1710 em Londres surgiu a doença chamada "Onania" com os supostos malefícios do "vicio secreto". Ela foi criada com a veiculação de uma espécie folheto de conduta que anos depois virou livro nas mãos de um dos doutores suíços mais respeitados do continente europeu na época, Samuel Tissot (L'Onanisme - O onanismo). Vale lembrar que na época o conhecimento biológico era precário onde se alguém que se masturbava pegasse tuberculose, o mal era associado a mastubarção. (Elementar meu caro...).
O interessante era esta questão na época quanto as mulheres. Existia um tratamento médico daquilo que se chamava histeria - as oscilações de humor provocadas por insatisfação sexual. Tal procedimento era a estimulação genital feita pelo médico e quando a mulher atingia o orgasmo, ele era encarado como uma crise histérica. (Ah se toda histeria feminina fosse assim...rs).
Tal procedimento médico foi a semente da indústria de brinquedos masturbatórios destinados ao publico feminino. No século 20 ouve um "boom" de aparelhos destinados a findar o tédio dos médicos de massagear a genitália de mulheres histéricas: vibradores elétricos (HAHa...o dicionário do Word não aceita "vibradores" como uma palavra correta. Ele sugere "viradores"), máquinas hidroterápicas (espécie de chuveirinho...rs) todos em catálogos de lojas de departamento. Agora todas querem ser histéricas né!!?
A lenta demolição dos mitos sobe a masturbação começou com a descoberta das causas verdadeiras de doenças atribuídas ao tal onanismo.
Freud deu um certo pontapé nesta desmistificação sobre masturbação, alegando que esta prática era natural na infância, devendo ser substituída ao sexo a dois com o amadurecimento. O adulto que insistisse no ato era imaturo e padecia da culpa gerada pelo comportamento inadequado. Mas foi nos anos 40 inicio dos 50 que o livro "A resposta Sexual Humana" (esgotado no Brasil), de Welliam Masters e Virginia Johnson, descreveu a masturbação ser um ato comum sustentando a melhora do prazer com a pratica.
Nos dias atuais, a masturbação se tornou um produto da indústria de bens de consumo. (alguém lembrou de alguma sexy shop?). Nenhum cientista acredita que a masturbação possa causar doenças. Porém fazer da masturbação uma espécie de vício - o comportamento compulsivo - fazendo com que a pessoa não se interesse pela procura de sexo a dois pode ser prejudicial levando ao isolamento do indivíduo.
Eu me masturbo às vezes. A última vez foi a uns 3 dias atrás. E você quando foi? (eu só quis causar um expanto temporário...criar certa polêmica no Último Momento). Mas o que eu falei é verdade, hein! Desse jeito ninguém vai comentar este post...rs.
Estes dedos iriam terminar o post com uns links "estimuladores" para os que se empolgaram com o tema, mas não sei se isto é permitido na política de ética do Blogger.com.
Então amigos, mãos a obra, literalmente e usem esta ferramenta digitando a palavra mágica: Sexo. (ou "sex" que disponibiliza bem mais opções...rs).
Freedom your mind!!
É só!
Adaptação do texto de Marcos Nogueira.
Fontes: Super interessante, Site da USP e outros relacionados ao tema.
Um dos momentos mais reveladores da beleza humana - a feminina em particular para estes olhos, claro - é o instante do sono.
Quando o corpo permite mais liberdade a alma, deixando assim, deverás evidente a mesma sobre a pela morna em repouso.
Neste período, nos aproximamos delicadamente da porção infantil preservada em cada inconsciente através da ternura facial e corporal inevitável.
É uma beleza diferente de qualquer outra em estado desperto que mostra-se de maneira natural assim como o feromônio em nosso cheiro da pele (o odor natural que atrai o sexo oposto...não necessariamente o sexo oposto em alguns casos, se é que você me entende, mas a ciência assim relata). Ao mesmo tempo que esta porção não é um privilégio de ninguém, pois todos deste plano somos passivos deste momento, a beleza do sono nunca é igual em cada Ser. Cada um exibe detalhes especiais a serem notados e apreciados.
Gostava de fazer isto com minha ex-namorada, uma das pessoas que mais gostei na minha vida, possuidora de uma ternura ímpar ao dormir (acordada também...rs). Muitas vezes, quando dormíamos juntos, esperava ela adormecer (quando não "capotava" de sono primeiro) ou quando a preguiça deixava, tentava acordar primeiro para admirar sem ser percebido este momento mágico que ela me proporcionava sem saber...Cristina ficava linda e eu com cara de bobo (mais ainda...).
Que Ser humano nunca apreciou este momento? Se ainda não, experimente esta sensação!!(pareceu comercial de batata frita este final, hein?)
A implícita fragilidade da pessoa que repousa envolve de cuidados aquele que o admira...um cobertor que cobre mais confortavelmente, um leve carinho nos cabelos, uma limpadinha na babada do lado da boca (eu tinha que avacalhar...), mas mesmo com uma baba fica lindo...não? Você não acha? Ah...deixa isso pra lá então...rs
Admire seu par dormir...ou se você é egocêntrico, filme o merecido sono e contemple seu umbigo...de qualquer maneira verás o que tentei explicar neste post.
Agora depois de uma madrugada inteira de trabalho vou dormir...
É só.
P.s. O idéia para este post iniciou no momento que apreciei por segundos uma beleza femina no seu momento de repouso.
TAPETE VERMELHO VOADOR - E esse menino não pega uma torcicolo Inri Cristo!!?
O que passa na cabeça de alguém que decide criar um blog?
Encarar a folha virtual branca do Word ou a real de um bloco de notas e tirar da caixola idéias que confrontam com criatividade, medos, superações, situações banais, desejos... são inúmera as possibilidades frente a um veículo de grande poder e alcance.
Às vezes quando paro para pensar o que será destas linhas escritas que dia-a-dia cresce e me ensina muito, acabo me perdendo um pouco. São tantos os sentimentos e momentos postados por aqui... Pessoas que visitam diariamente e a maioria nunca viram minha porção material, mas sabem muitas vezes bem mais sobre o que circula neste batedor do que os reais ao meu redor.
Os blogs um dia podem acabar, talvez evoluir...Mas no fundo independente da ferramenta, sempre atrás de cada movimento estará o que lhe apetece na alma...O que lhe diferencia de cada pessoa e lhe torna único. Estará o ato de concretizar pensamentos.
Não meus amigos, isto não é um simples diário...ser blogueiro não é ser nerd, doido, anti-social e tantos outros rótulos de cola fraca. Ser blogueiro é ter a coragem de içar as velas retendo o vento das possibilidades e saber que além mar, existem muitas coisas do que apenas sua ilha íntima. Desbravar através da escrita o turbilhão imaterial. É a ponte dos pensamentos entre seres criados por Deus para serem sociáveis e crescer mutuamente.
É sem demagogias e com o coração terno que agradeço a cada momento das quase dezoito mil pessoas que passaram, continuam ou não sabem o que fazem neste plano virtual - até os doidos do Blog of Notes - dizendo sem dúvidas que este local só existe por causa de cada acesso comentado ou não...que a razão é a troca e o aprendizado.
O ÚLTIMO PRESENTE - Verídico por mais estranho que pareça...
Em quase dois anos sem ver meu pai, ele resolveu aparecer em casa no dia do meu aniversário. Fomos (eu, meu irmão e ele) comer algo e conversar. Com a visita de meu pai, acabei me atrasando para ir ao serviço.
Neste dia tive muitas surpresas agradáveis (e até mesmo inesperadas), mas o melhor presente estava reservado para os últimos minutos da data em que nasceu este ser atrás dos teclados.
Ligo o BOP (meu carro) falo para o Jack (meu smille pendurado na parte central interna do vidro dianteiro) fechar os olhos, pois tinha baixado o piloto de fuga naquele corpo. Dez minutos eram a meta de casa até o aeroporto (onde trabalho), não poderia me atrasar.
Saio pelo pátio do prédio, aceno ao guarda enquanto ele abre o portão grande da entrada. Às 23:45 ganho as ruas de Guarulhos City.
Após fazer uma estratégica curva proibida em um cruzamento cheio de travestis que mesmo vendo todos os dias o mesmo carro, na mesma hora ainda acenam e mostram os seios (?) em minha direção, sigo em frente a toda. Uma avenida de mão dupla alguns metros adiante sorri aberta para mim. Acelero. Segundos depois logo à frente, dois carros, um ônibus e se não bastasse, uma viatura da polícia civil empacam minha performance automobilística.
Espera, espera...segunda marcha...espera, espera...freia...espera...perde a paciência... Sorriso no canto da boca e o acelerador encontra o assoalho na mais bela arrancada.
Passa carro, passa carro, passa ônibus, passa viatura da polícia e a avenida sorri novamente. Aumento o volume do som proporcionalmente a velocidade alcançada e fecho os vidros.
Segundos depois vejo a mesma viatura através do retrovisor com as sirenes acesas. Cada vez ela se aproximava mais, porém como eu estava com pressa, fui praticamente tirando um "racha" com a mesma. Chegando em uma ponte de acesso à rodovia Helio Smidith, tive que reduzir a velocidade dando assim oportunidade da viatura me alcançar. Como um bom motorista (risos) que geralmente sou, ofereço passagem para o "apressadinho". Ela não ultrapassa. Encosto meu carro mais ainda na direita. Ela não passa e cola na minha traseira em movimento frenético de um lado a outro.
De repente o policial no banco do passageiro tira a arma para fora do carro, enquanto vejo um terceiro carro passar e dentro dele a cara de "jesusdocéumariajosé" do motorista, como se tivesse visto um bandido dirigindo um Uno Mille placa BOP**20. O bandido era eu. O Uno Mille também.
Assustado (óbvio) abaixei o som em ótimo volume (alto) e finalmente ouvi a sirene da polícia UUUUUUUÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ BÉ BÉÉÉÉÉ!!! Em questão de segundos percebi que ha quase 2 minutos eu estava simplesmente em fuga de uma viatura de policia, ouvindo um som na boa completamente distraído. Andei mais 100 metros e parei no acostamento da rodovia.
SAI DO CARRO!! MÃOS PRA FORA AGORA!! VAI SAI SAI!! (começo a tremer feito vara verde, pensando qualquer graça eu levo um tiro...fiquei sério como um porco com dor de barriga, claro)
MÃOS NO CAPÔ, AGORA!!! O segundo policial chuta delicadamente minhas pernas para abrir um pouco mais o ângulo, enquanto o primeiro mantém-me em sua mira. Não contente, passa a mão em revista com um delicado solavanco em minhas partes baixas (o saco, entende?). A pergunta veio a tona: Você é louco!? Dirigir assim a esta hora da noite é coisa de gente anormal. Com uma cara de desespero (o que aprendi com uns amigos que fazem artes cênicas) falei que era comissário de bordo e que um avião me esperava para decolar (mentira, óbvio...mas colou porque eu estava uniformizado).
Após revistar todo meu carro e checar a documentação me liberou dizendo que a próxima eu seria detido.
Os mal educados nem me deram parabéns ao menos...
Cheguei 10 minutos atrasado no serviço com uma história sem pé nem cabeça para contar para minha supervisora...
Que ser humano segue em fuga da polícia sem perceber, pelo simples fato de ser completamente distraído e amante de um som no carro?
Se ela acreditou eu não sei...mas acabou dando boas risadas do absurdo que ouvira.
Hoje em um passado não muito distante (tá...só um pouquinho distante...) eu chorei pela primeira vez neste pedaço da caminhada.
Mesmo sem a consciência do porque, chorei.
Talvez esta seja a maneira mais intensa de demonstrar algo aos olhos de alguém, uma linguagem universal que nossa alma compreende mesmo quando estamos pelados e de ponta cabeça.
Ok...já me delatei.
Hoje é um dia feliz para qualquer ser aniversariante "transpirante" da vida andante!
Geralmente posts pré-baladas são todos animadinhos com nenhum contexto como meta, somente a sensação de dizer a todos: Eu vou curtir e que se danem os que conversam com travesseiros!!!
Nesta mente já reina alguns chopes com um início de noite em trocas fluídicas favoráveis (não tentem entender...rs). Agora ela se prepara junto com os rins para mais alguns goles de alegria passageira regados de muitas risadas e recordações juvenis...o que me resta dos 25 anos que daqui alguns dias vão se acumular.
Nossa já estou viajando antes de gritar...
Uebáááááá!!!!!
"Incrível como a carência afetiva tem se transformado numa verdadeira epidemia. Vivemos num mundo onde tudo o que fazemos nos induz a "ter" cada vez mais. Um celular novo, um sapato de outra cor, uma viagem em suaves prestações... E enquanto isso, nos sentimos cada vez mais vazios. Nossa voz interna faz um eco que chega a doer; e tudo o que realmente nos faria sentir melhores seria "apenas" um pouco de carinho. (...) Seguimos então indiscriminadamente, em busca de afeto. As relações sexuais fáceis e fugazes, a liberação desenfreada de intimidade, a cama que chega nas relações muito antes de uma apresentação de corações... a rapidez com que "ficamos", com que beijamos na boca.(...)
Sabe por que? Porque falta conteúdo nestas atitudes, nestes encontros. Muito mais do que orgasmos múltiplos, precisamos urgentemente de um cafuné, de um abraço que encosta coração com coração, de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos que desejam sobretudo fazer o outro se sentir querido, vivo. (...)"
(Rosana Braga)
Quem nunca sentiu-se só e foi para uma balada com a finalidade de resolver tal sentimento? Nestes pequenos trechos do texto, Rosana Braga expõe esta necessidade convergida através de atitudes que não resolvem o "problema". Ela termina dizendo que devemos procurar isto através de gestos e demonstrações diárias de carinho.
Veja bem, não é para você se tornar um grude emotivo ao lado de qualquer matéria viva e sim apenas deixar fluir melhor as demonstrações de carinho que você possa realizar através de uma palavra, gesto ou atitude.
Em particular, isso é meio difícil pra mim em relação a minha mãe. Amo ela, mas não sei porque nem sempre consigo demonstrar isso através do contato físico. Conversamos muito, somos bem amigos um do outro, mas o contato nem sempre acontece...confesso ser uma dificuldade que tenho apesar de não ser frio com ela.
Tentar suprir esta carência somente através de relações casuais (beijar muuuuuito, entende?) além de frustar demais com o passar do tempo, pode levar a falência...rs. Pois de cinema em cinema, barzinho em barzinho e uma "motelada" de vez em quando tem seu peso. Pior ainda, se você for fazer umas comprinhas para levantar o ego. Claro, este não é um "manual do pão duro" mas ter esta consciência é de relativa importância.
Lispector uma vez disse que a solidão é uma espécie de condição humana. Muitas vezes acredito nisso e "encho a cara" de pinga (até parece, mas já tomei meus porres por ai), mas outras acho que é mera questão de escolha em como se postar perante aos acontecimentos.
Ter um amor na vida, alguém num contrato implícito verbal (onde "assassino" mesmo?) é sempre bom, mas a vida não é apenas isto. E nesta gama de possibilidades sentir-se só pode ser apenas uma questão de escolha.
Ah... pensar demais é algo que fica difícil numa cidade com 33 graus de temperatura como no dia de hoje.
Agora vou levar minha avó para passear. Advinha onde? Mc Donald's....essa vovó "gastromoderninha" é fogo...rs.
É só.
Fonte do texto de Rosana Braga: Uma das leitoras do UM: a simpática Juliana através de e-mail.
Obrigado Jú, um carinhoso beijo!
Sim, eu adoro casamentos!
Não, eu não sou padre...rs (?)
Este final de semana fui no casamento de uma das minhas queridas primas. Letícia estava linda...
Tocamos na entrada e saída dos noivos, os convidados graças a Deus ficaram. A performance ocorreu comigo no saxofone e meu irmão no violão. Tocamos One do U2 e Angel da Sarah Macseiláoque (to com preguiça de ver o nome certo).
Foi bem interessante o casamento feito em um sítio as 11:30 da manhã no estilo bem "natureba" com frutas e tudo mais.
Ainda bem que não tinha aqueles famosos bolinhos e coxinhas de casamento recheadas de "Epá". Aquelas que mastigamos somente a massa e quando abrimos o tal para ver o que ocorre, dizemos "Epá! Cadê o recheio?" Essa um amigo que me contou...Adorei...rs. Existe o sabor "Eitaporra!" também.
Mas tudo que é bom, dura pouco. Não...eles continuam casados! Eu é que voltei para trabalhar...
No final seqüestramos minha avó materna para passar uma semana aqui no "apertamento". Minha mãe já programou o mapa turístico repassando ao chofer que aqui posta (no caso da minha avó, limita-se locais gastronômicos...rs).
A primeira pergunta da minha avó vendo-me aqui frente ao computador foi: Para que serve isso, o que você faz ai tanto tempo menino?
Respondi a ela: Ah Vó...nem te conto, porque se eu contar a senhora me deserda!! Ficou sem entender, coitada.
É isso ai...Este mês é o meu preferido, não sei porque...rs
Se você cutucar a pessoa bem de perto perceberá que ela não é tão normal assim e que no fundo ela tem umas manias um tanto quanto estranhas.
Nesta vida já vi de tudo: meninas que comem caca de nariz, outras que só dorme se tomarem leite, ou ainda a que sai somando placas de carro para ver o número isolado que resulta.
Como eu respiro monóxido de carbono, não poderia ficar fora desta lista "freak show". Eu não diria que seja uma mania de fato, mas é algo inevitável.
Desde pequeno eu não gosto de chicletes e abomino o sabor de menta, hortelã...tudo que arde.
Ai você pode pensar, nossa então este cara não escova os dentes, uma vez, que a maioria das pastas de higiene bucal vem com "frescor de menta" argh!! Eu uso uma pasta que não tem este bendito sabor...pago um pouco mais caro, mas me livro do frescor...rs
Fico abismado como existem balas e chicletes que exalam tanto este cheiro! Tem gosto pra tudo: FORTE, EXTRA FORTE, MEGA FORTE, MEGA SUPER FORTE, só falta inventarem o DERRETE BOCA!!! Existe uns que a pessoa pode estar a 100 metros de distância e ao abrir a boca você já percebe a presença maligna. Vocês já leram os ingredientes destas balas e chicletes?
Na verdade não sou tão chato assim e como prova disto vou contar algo que aconteceu comigo em situação relacionada ao tema.
Certa vez sai (fiquei) com uma menina que é um amor de pessoa (e saio até hoje esporadicamente....quer dizer, ultimamente não estou saindo....aliais não sei porque eu entro nestes detalhes...rs), mas ela tem uma mania engraçada: Tem mais balas na bolsa do que prateleira de caixa de padaria. Quando percebi isso, imaginei que a donzela poderia ter mal hálito, mas me enganei. Era apenas uma mania.
Em um dos nossos momentos juntos (não direi o nome dela, claro) fomos ao cinema ver um filme (séééério!!? Não me diga que era para ver um filme!? Eu não podia apenas deletar a estupidez e pronto?...rs). Bem...no cinema estávamos no escurinho fazendo testes de Física na observação que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço mesmo tão pertos e que o atrito produz calor, quando começa o filme. Foram raras as oportunidades que fui ao cinema com uma mulher e não vi o filme...aproveito aqueles momentos de "aproveita pra beijar, vai! Vai!" sem perder a história. Neste dia estávamos bem animadinhos e começava a me desinteressar pelo filme quando de repente ela saca de sua bolsa assassina uma terrível bala de hortelã extra super mega forte. Me ofereceu. Educadamente recusei. Ela então coloca a danada na boca...daí pra frente foi uma experiência ardida.
Minutos depois ela começa a mastigar a bala CRÓC CRÓC CRÓÓÓÓCCC! Sendo que isso estava ficando mais alto do que o sistema de som do cinema. Nem preciso dizer que não beijava mais a garota que se resumia agora numa bala de hortelã super hiper mega forte. O filme ficou tão interessante subitamente que eu virei o maior cinéfilo da Terra.
Mas "derrepentemente" (de repente + subitamente = esta palavra que só existe pra mim) ela veio em minha direção...com seu hálito fresco de bala de hortelã super hiper mega estrondosamente forte quando...
******PÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁRA TUDO! *******
Cenas a seguir no próximo post!
Hahaha...tá ficando meio grandinho o post, mas não vou sacanear vocês como a novela das 8...rs
Bem... lá vem aquela boca de lábios excitantes mas...Jesus que situação!! Ainda bem que ela beija de olhos fechados e não percebeu nada, afinal ela não tem culpa das minhas esquisitices. Beijei. Ah... não foi assim tão horrível, mas quase perguntei se ela queria um chocolate ou coisa do tipo.
Ainda bem que era a última bala em sua bolsa. Última bala de hortelã, claro...porque ainda tinha de caramelo, tutti-fruit, abacaxi, morango, tangerina...quer uma?