Último Momento...



Buscarmos a consciência de que o tempo em que vivemos é único
onde temos toda a capacidade transformá-lo e nos surpreendermos com nossas ações
vivendo intensamente, como se fosse o último momento,
desde as coisas mais simples até as mais importantes.
Cada dia é novo. Cada momento é novo. O tempo não tem significado em si mesmo,
a não ser que decidamos lhe dar importância valorizando cada encontro da vida,
sabendo que ele jamais ocorrerá novamente.

Perfil no fim da página


:: Segunda-feira, Dezembro 17, 2007 ::


DINHEIRO

Certa noite, sentados em uma mesa de um restaurante em Nova York, eu, uma amiga brasileira, um amigo americano e seu filho adotivo jantávamos em comemoração ao Dia de Ação e Graças. Esta data é uma das mais importantes para os americanos (equivalente ao nosso Natal) onde as famílias se reúnem e celebram as graças recebidas.
Os restaurantes tentavam deixar o mais familiar possível o ambiente para todos apreciarem o Turkey (peru) e sentirem mais próximos, mesmo longe de suas famílias por algum motivo.
Neste jantar, o americano disse de maneira clara e com a experiência de seus quase 45 anos:

- Neste mundo, tudo é movido a dinheiro. Para quase tudo (se não for tudo), ele é necessário.

Esta frase soou meio estranha e destoante na minha cabeça naquele momento.



Esta semana o convênio médico de minha mãe me fez reavaliar tal afirmação naquele solitário jantar entre amigos em Nova York.

Nasce: Paga-se uma maternidade. Não esqueça das fotos e filmagens. Exclusivas do Hospital que faz questão de lembrar: “Registre o momento inesquecível de sua vida!” Até parcelam.

Sobrevive: Paga-se quase tudo. O flanelinha que pede um “cafezinho” em estacionamento público; O alimento necessário e desnecessário. A “boa vontade” de um serviço prestado...

Morre: Paga-se um funeral, documentos e um buraco no cemitério.


Ah se eu tivesse mais dinheiro...Não compraria a saúde da minha mãe, mas com certeza esta “saúde” sem preço teria uma melhor avaliação e tratamento digno de qualquer ser humano...que tenha um plano de saúde melhor que o dela.




É só. A lot.


:: Terça-feira, Novembro 13, 2007 ::


CONSCIÊNCIA

Quem não teve a "oportunidade" de me conhecer ou não viu minha foto (simpática) no final da página talvez não saiba: Sou negro. Salve!

Dia 20 deste mês, será o Dia da Consciência Negra. Aliás, atualmente, graças à novela das oito, esta na moda o assunto “afro-descendente”. É incrível como uma novela consegue atingir de uma maneira inacreditável as pessoas! Quem duvida do poder da mídia?

O tal dia, feriado, que muitos devem se perguntar “feriado do que mesmo?” serve, entre outras coisas, para preservar a memória do povo que adora novela e comem arroz com feijão. Neste dia, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares e ícone da resistência negra ao escravismo.

O tema discriminação social, quando não é tratado na novela das oito, é muito negado no Brasil e no mundo, como se não existisse atualmente e esta data ajuda de alguma maneira a dar visibilidade a este problema. Mas toda esta questão esta enraizada na História de cada País a sua maneira, encontrando muita resistência e ignorância de muitos, seja qual for a raça.

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Outro dia, trabalhando no aeroporto, entro no elevador e encontro escondidas duas crianças, um menino e uma menina, ambos negros, vestindo roupas sujas e olhos atentos procurando pelos seguranças da Infraero prontos a expulsá-los por pedirem esmolas no saguão.
Depois de alguns segundos dentro do elevador, mais aliviados por descobrirem que eu não era segurança da Infraero – para eles todos que vestem gravata são seguranças – a menina pergunta curiosa:

- Moço, você trabalha onde então se não vai “pegar a gente?” Você trabalha “nos avião, é?” (sic)

Respondi que sim, mas ela com uma cara inconformada, pergunta chegando mais perto:

Mas você já pediu quando era criança como a gente, né tio!?


É só.


:: Quinta-feira, Outubro 25, 2007 ::


AMAR É...

Na minha época de puberdade, existia um casal peladinho sempre acompanhado de frases com o início:
“AMAR É…”

Diversas vezes em meu namoro lembro deste casalzinho. Não quando estamos pelados, mas geralmente em situações do “cotidiano namorídico”. Na verdade, minha frase para ficar mais adaptada as estas situações seria: “NAMORAR É…”

Explico melhor…

Quando você começa uma paquera ou esta num namoro de poucos meses em que ambos estão infectados demasiadamente pelo mosquitinho da procriação, vulgo paixão, você sempre se preocupa ou faz coisas que geralmente o tempo se encarrega de aliviar. É disto que escrevo agora.
Com o casamento as coisas ficam cada vez melhores.

Isso não é uma reclamação! Longe de mim (Olha eu com medo de levar tapa na cara estilo Capitão Nascimento…é nada…ela é bozinha…)

Como dizia, não estou reclamando, mas apenas admirando os eventos da vida “namorídica” que somente os finais de semanas e afins podem contar.

Chega de enrolação e vamos a algumas frases adaptadas para o tema:




NAMORAR É… IR COMPRAR ABSORVENTE NO MERCADO COM ELA!

NAMORAR É… NÃO SÓ IR COMPRAR, MAS ACHAR ISSO BACANA.

NAMORAR É…ACHAR BACANA E AINDA DAR OPNIÕES SABENDO TUDO SOBRE ABSORVENTES (Bobo você que pensa que eles são todos iguais).

NAMORAR É… SABER A MARCA DO ABSORVENTE QUE ELA USA.

NAMORAR É…IR NO CINEMA E ANTES DE VER O FILME PASSAR NAS LOJAS AMERICANAS PARA INVÉS DE COMPRAR CHOCOLATES (atire a primeira pedra quem nunca comprou guloseimas fora do cinema para não ser assaltado), SAIR COM UM SAQUINHO COM ADIVINHE O QUE DENTRO?

NAMORAR É… QUANDO OS VIZINHO DA NAMORADA EM VEZ DE OLHAREM DESCONFIADOS PARA VOCÊ, ACENAM FELIZES MESMO SE O CASAL SE DESPEDE COM UM BEIJO PRÓXIMO AO PORTÃO. E NÃO COMPRIMENTA PARA VER O QUE ACONTECE!! (Ao menos uma frase sem absorvente, para não parecer paranóia)

NAMORAR É…SABER O PREÇO DE UM ABSORVENTE COM ABAS.


É Só!


:: Quarta-feira, Outubro 17, 2007 ::


MEU PRIMEIRO (SUPOSTO) CLIENTE Parte 2 de 2

Como era de se esperar, Ronildo não respondeu meu e-mail, mas ainda tentei marcar algum dia e arrancar algumas informações por telefone mesmo.
Existem momentos que Deus lhe estende a mão dando algumas dicas sobre “fazer ou não fazer” certas COISAS, mas destemido, ignorei os sinais celestes e desenvolvi QUALQUER COISA fazendo uma pesquisa em sites do mercado para mostrar e ver se realmente valeria a pena, afinal, precisava treinar fazendo sites de qualquer maneira.

Com wireframe pronto e parte do site desenvolvido, liguei tentando marcar um encontro enfim. Para minha surpresa o único horário que ele estaria disponível seria durante um plantão na delegacia no dia seguinte. Estava a achando a situação um tanto quanto bizarra, mas novamente ignorando os sinais divinos, marquei o encontro.

Confesso que já encontrei clientes em diversos lugares , mas nunca tinha ido mostrar meu trabalho dentro de uma delegacia de polícia. Nunca.


Chegando na delegacia, pergunto no balcão de recepção no saguão pelo Ronildo.
Um sujeito “muito educado e sereno” (estou sendo irônico, ok) responde:

-O investigador Ronildo teve um imprevisto e foi “tomar” um depoimento de um cidadão baleado no P.S. (Pronto Socorro), mas pediu “pra”você aguardar, que é coisa de 15 minutos.

Refleti profundamente: Já que estava na chuva, porque não me encharcar, não é mesmo?

Fui ao lado na sala de espera com meu notebook dentro da capa em baixo do braço e sentei. Na sala tinha um certo falatório que mais tarde descobri que estava no meio de uma briga familiar.
Um sujeito estava com a mãe para prestar queixa do seu “namorado” que havia a pouco quebrado todo seu apartamento num acesso de ciúmes. Ele não parava de falar com uma voz mole e aguda e reclamava para a mãe todo estilo rococó:

-Aquele ingrato não perde por esperar, imagina, fazer isto comigo! Eu que não dou motivos para ele ter ciúmes!!

Os Quinze minutos começaram a se transformar em Trinta. A espera começou a ficar pior quando começo a ser paquerado... (ai comecei a entender o porque do apartamento quebrado).

Levantei, e fiquei em pé na entrada do saguão central. Depois de quarenta minutos, adentra na delegacia subitamente um mendigo com cara de louco. Como o gentil policial que ficava na recepção havia saído o mendigo apaga a luz (era final de tarde) e começa a falar com a parede...Depois com os parafusos do batente da porta, reclama alguma coisa do Lula (acho que não era tão doido assim) e sai dizendo que voltaria logo. Um dia voltaria!!

Quando deu Uma hora de espera vendo aquele entra e sai de pessoas, achei tudo aquilo demais e comecei a ir embora, quando finalmente o investigador Ronildo chega.

Ele chega e tira a arma da cintura coloca em cima do balcão da recepção e pede para eu mostrar o que eu tinha feito ali mesmo. Sim... no balcão da recepção.
Já psicologicamente afetado, abri meu notebook e comecei a mostrar ouvindo a reação dele:

- Hum...bom...sei...Hum – rum ....correto...

Quando parei de navegar e comecei a explicar um pouco sobre os elementos que apliquei no site e das mudanças que poderíamos fazer ou acrescentar, ele me interrompe:

- E o resto? Cadê o resto disto ai?
(“disto aí” era o site, ou melhor, QUALQUER COISA que desenvolvi)


Expliquei gentilmente (mas ficando P da vida por dentro) que eu fiz apenas uma amostra (afinal não ia entregar todo meu trabalho assim) devido meu portifólio ser mais voltado para a área gráfica, onde com base no que mostrava ele ter uma idéia sobre o que poderia ser desenvolv.....

EU QUERO FALAR COM O CORONÉL!!!!!!!
AGORAAA!!!!!!


Entra pela porta vindo em nossa direção uma senhora exigindo energicamente!
Depois de convencerem ela que o CORONÉL não estava, ela foi embora tão rápido quanto apareceu.

Depois do susto (não bastasse o doido que falava com as paredes) continuei a explicar sobre o site.
Neste intervalo passaram uns dois investigadores perguntando se eu estava vendendo o notebook (contrabando, talvez).
Após minhas explicações, ele fez uma cara feia, e perguntou sobre preço, prazo e garantias. Falei que eu faria um contrato de serviço e meio já querendo sumir dali arrematei dizendo que ele poderia ficar tranqüilo, pois não iria fazer o site e sumir...mas ele me adverte com cara de ameaçadora:

-Se você sumir eu te acho!!

Aquilo já estava sendo demais para mim...
Então veio o veredicto do investigador Ronildo:

-Seguinte, gostei de tudo menos do preço! Muito caro pô!

Disse a ele que poderíamos negociar e parcelar sem problemas (mas no fundo queria era fugir com a louca do coronel).
Ele ficou pensativo...e disse sem rodeios olhando fundo nos meus olhos:

-Cara, vô fazê o seguinte: tenho um sobrinho aê que faz umas aulas de informática e prometeu fazer de graça meu site...se ele não conseguir eu te ligo. Certo?

Minhas vistas escureçam... procurei num instinto assassino a arma que ele havia tirado da cintura (afinal já estava na delegacia mesmo) quando minha razão falou mais alto.

Agradeci. Fui embora.

Nem deixei meu cartão. Afinal ele me acharia, não é?

__________________________________


Indo embora, passado o nervoso, achei tudo engraçado e a única imagem que não saia da minha cabeça era imaginar seu sobrinho adolescente debruçado no computador tendo suor escorrendo pelas espinhas da cara com o investigador Ronildo com arma na cintura atrás dele ameaçando com um "pedala Robinho":

-Vai muleque! Faz isto direito!



E eu reclamando de explicar a diferença de RGB e CMYK... Hummpt!!!


É só!


:: Segunda-feira, Outubro 08, 2007 ::


A promessa:

Publicar testículos (ou algo maior que isso) a cada semana (ou algo maior que isso).

O desafio:

Cumprir a promessa e lutar contra a dor nas costas (a idade já não se é a mesma, mas os meus cabelos...)

O desejo:

Comer figo com creme de leite...hum adoro!




MEU PRIMEIRO (SUPOSTO) CLIENTE Parte 1 de 2

Nos últimos tempos, além de trabalhar no aeroporto, estou tentando trabalhar como freelancer, mas na área de webdesign. Acredito que cansei um pouco de explicar a diferença entre RGB e CMYK na área design gráfico.

Ah, você também não faz idéia do que seja isso?
Bem...Red Green and Blue é uma abreviatura do sistema de cores onde Red (vermelho) Green (verde) e Blu...ah quer saber, faça uma pesquisa na Internet...

Pois bem, estou quase finalizando um curso técnico na área de web e na luta por um primeiro cliente. Se eu for me influenciar pelo meu primeiro (suposto) cliente eu teria desistido na certa. Explico.

--------------------------------(Nomes fictícios, mas a história é verdadeira...como todas por aqui, mesmo que você duvide.)--------------------------------


Certo dia, na tranqüilidade de casa, fazendo um site com exercício das aulas, toca a companhia: Era Jonas, meu vizinho.

Jonas, 30 anos, é o tipo de colega que sempre esta bem vestido, com os cabelos carregados de gel e um perfume que sempre anuncia sua chegada à metros de distância. Seu único defeito são seus exagerados abraços. Longe de mim! Não sou contra a um bom abraço para renovar as energias, mas como dizem por ai: Um é pouco, Dois é bom, ma Três é demais!

Seus abraços são animados, apertados, fazendo dois corpos tornarem uma única massa, sempre acompanhados de fortes tapas nas costas e um singelo beijo no rosto. Toda vez.
Os abraços de Jonas são do tipo inesquecíveis, pois após você ser quase esmagado, ele deixa impregnado em sua roupa uma marcante e inconfundível Deo-colônia.
Até onde sei, ele não é italiano, muito menos mafioso. Minha vã filosofia acredita que ele seja apenas mais um feliz metrosexual.

Com a súbita visita, resolvi aproveitar o ensejo para mostrar o site que fazia, tendo assim, algum feedback a respeito. Jonas, após ver o site, ficou super animado e me deu os parabéns adivinhe como? (Difícil esta, hein?).

No meio do forte abraço, quando aos poucos retomava minha consciência, devido a falta de ar, ouvi algo parecido com “tenho um amigo que precisa de um site”.
Dizendo ser meu fã (ele é meio exagerado não só nos abraços), Jonas entregou um número de telefone para eu entrar em contato, tratando ser a respeito de um amigo que tinha certo comércio e havia comentado sobre o interesse de ter um site.

Após outro... e mais outro (sim, mais um) caloroso abraço, Jonas se despede na promessa de fornecer boas referências ao amigo sobre meu trabalho.

Dias depois, ligo para o celular do meu primeiro cliente de webdesign...indicado pelo caloroso Jonas. Do outro lado da linha uma voz ríspida atende:

-Quem!?

Como espera um usual “Alô”, demorei 2 segundos para responder algo e neste intervalo ouço a voz em tom mais grave:

-Quem “tá” falando!?

Com a maior educação e o máximo de tato, me apresento e ofereço meus serviços. Por sorte, meu vizinho realmente falou com ele anteriormente no que facilitou um pouco a conversa, até o momento que tento marcar um dia para falarmos pessoalmente e fazermos um “briefing”:

- Como é? Fazer o quê? Briefing? Meu cidadão, não tenho tempo pra isso não!

Ronildo era sócio com o pai de uma loja no ramo de revenda de filtros automotivos, fazia faculdade no período noturno e ainda acumulava a função de investigador de polícia civil.
O tempo para um singelo “briefing”era demais para sua rotina diária. Mesmo assim tentei convencê-lo da importância desta fase, mas fui interrompido com a seguinte frase:

-Amigão, “ce” faz QUALQUER COISA e me mostra depois, ai acertamos tudo!

Movido por princípios, ainda consegui seu e-mail para enviar um pequeno (mini) briefing apenas para saber por onde começar QUALQUER COISA.

Não sei porque tive uma má sensação...não sei porque...



Continua...


:: Segunda-feira, Setembro 17, 2007 ::






Ter esperança e persistência sempre...


:: Quarta-feira, Julho 18, 2007 ::


TRAGÉDIA


Pelo corredor, vejo rostos diversos, dando seus passos e experimentando nos primeiros minutos a sensação costumeira da pressão atmosférica em solo.
Uns distraídos, outros apressados, mas todos seguindo para o mesmo destino: o desembarque.
As crianças que não foram vencidas pelo cansaço com suas cabeças no ombro de suas mães, correm e pulam finalmente livres do confinamento pressurizado que encurta as distâncias.

O dia de trabalho no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) foi uma mistura de consternação e estarrecimento. Entre os funcionários das diversas companhias aéreas, o assunto era comentado com perplexidade de mais uma vez uma tragédia deste porte estar tão próxima de nós. Pelos corredores, silêncio e olhares tentando passar certa solidariedade aos colegas envolvidos mais diretamente. Ter conhecidos e amigos entre as vítimas faz do fato ser mais assustador e real.

Me lembro quando ocorreu o acidente da Gol, uma amiga próxima, comissária, disse que não poderia sair conosco para uma festa, devido ter um vôo em rota semelhante do desastre. Ligar para ela e saber que estava bem, realmente foi um alívio. Mas hoje, muitos colegas de trabalho não tiveram este mesmo sentimento.

Nesta manhã, o movimento e as dificuldades no aeroporto de Cumbica foram maiores pelo motivo dos diversos pousos e decolagens dos vôos alternados de suas rotas originais. Aeronaves no aguardo de uma posição de parada, permaneciam na pista cerca de 30 a 40 minutos. Mas a usual reclamação quando este tipo de situação acontece foi quase que inexistente.

Entre os funcionários a preocupação das condições da pista de Congonhas sempre esteve nas rodas de conversas, mas nada foi feito. Agora o pior aconteceu e muitas vidas pagam por um descaso de diversos setores envolvidos num problema eminente que precisa de medidas mais eficazes e menos comerciais. Fechar o aeroporto de Congonhas, após o grande investimento feito na reforma dos terminais será uma máxima pouco provável por envolver diversos interesses, dificuldades e falta de estrutura.

De fato, uma solução séria deve ser posta em ação, pois a aviação é um serviço extremamente necessário para o país.

Hoje, os jornais não foram entregues aos passageiros a bordo das aeronaves da companhia aérea que trabalho.

Por uma questão de bom senso.




:: Domingo, Julho 08, 2007 ::


TOILET - Parte 2

Melhor você ler ao menos metade do post anterior para não ficar "boiando"



Diversas coisas que fazemos na rotina diária, não notamos que existem itens simples, porém essenciais para o funcionamento normal da vida.

Um dos melhores lugares para se aplicar tal teoria é dentro de um banheiro...

Naquela situação após cumprir com minhas funções fisiológicas, fiquei face a face com tal teoria: Faltava um item essencial (faltavam dois na verdade, logo direi o segundo) em qualquer banheiro: O papel higiênico.

Já suando, com as calças no tornozelo o que parecia impossível estava acontecendo! Cansado após tanta procura, uma caixinha de papéis toalha sobre a pia de madeira pisca para mim de modo tentador. Já ouviu aquele ditado: “Quem não tem cão usa papel toalha?”

Pequeninos, porém eficientes resolveram a situação. Após o uso, já respirando mais fundo para tentar relaxar da tensão, descubro a falta de um segundo item essencial em qualquer banheiro: o cesto de lixo.
Naquele difícil momento, não existia um simples lugar para jogar fora os macios e delicados papéis toalha (não tente imaginar detalhes, se poupe por favor). Como por instinto, joguei-os dento do vaso sanitário e por pouco não fui sugado junto com a força que aquela descarga possuía - depois descobri que o sistema é feito para jogarem os papéis dentro do vaso sanitário mesmo, sem utilizar o pequeno cesto de lixo que temos aqui.

Como sou um cara descolado, não dividi tal experiência com meu companheiro de quarto e achei super estranho um hotel tão bacana não ter papéis higiênicos em seus quartos.

Foram dias usando sedosos papéis toalhas quando meu intestino solicitava minha atenção. Já estava achando até chique e gostoso aquelas folhas simpáticas e pequeninas (nem precisava dobrar).

Vivendo minha vida em Nova York no único hotel que não tinha papel higiênico eu era um jovem feliz.

Certo dia pela manhã, escovando meus dentes, deixo a tampa da pasta dental cair no chão e como um capricho ela rola para um grande vão debaixo da tábua da pia de madeira.
Com aquela disposição matinal, abaixei para pegar a tampa...

P-U-T-A Q-U-E P-A-R-I-U-U-U-U-U ! - ! - ! - !
BANHEIRO DO CARALHO!!!!


Correndo assustado, Keith correu até a porta do banheiro (Keith já sabia o que significava taisl expressões, devido as intensas aulas palavrões brasileiros vol 2).

What’s wrong!? (Que horas são?).

This fuck toilet drive me nuts!!! Puta merda!!!! (Esta linda toalha me dirige para o céu!!).

Are you craze? God sake! (Você é maluco beleza? Saco bom!).


Após dias de adaptação e técnicas de limpeza...
Após tantos dias... Onde até a arrumadeira percebeu o uso extra de papéis toalhas, deixando gentilmente duas caixas fechadas além da usual no banheiro, descubro que o papel higiênico estava debaixo da tábua da pia de madeira! Praticamente escondido e rindo da minha cara. O tempo todo!! Debaixo da pia!!!!!

Quem projetou esta merda de banheiro tinha um ótimo senso de humor!!

"Muito bem...agora que terminei o projeto, vejamos...Para sacanear, vou colocar este porta papel higiênico embaixo da pia, um pouco mais para o fundo, onde somente abaixando bem ou evocando os deuses a pessoa limpara a bunda como um cidadão descente!"

Por dias Keith tinha ataque de risos repentinos ao entrar no banheiro e colocava gentilmente um rolo em cima da pia para evitar futuros transtornos.



Outra coisa que eu adorava fazer em Nova York com meus poucos dólares, além de desbravar banheiros e afins, era fazer compras bem no estilo Capitalista Consumista Inc.

Para evitar o excesso de bagagem, e gastar pagando uma taxa na volta para o Brasil o funcionário da companhia aérea pediu para deixar para trás alguns itens da bagagem.

Infelizmente tive que deixar umas trinta caixas de pequeninos, macios e delicados papéis toalha naquele país...

Mas ao menos na outra mala meu estoque para uso no Brasil estava garantido!

Toilet papers NEVER more! (Papéis higiênicos NEVE nunca mais!).


É só!




:: Segunda-feira, Julho 02, 2007 ::


TOILET - Parte 1


Atualmente, trabalho numa companhia aérea americana. Rezo todas as noites para que Bin Laden pratique o exercício do perdão, mantendo assim meu emprego “part time”.

Quando comecei neste emprego, tinha dois principais desafios: o primeiro desafio era entender e falar inglês decentemente – se você pensa que fazer anos de curso no Brasil, chegará abafando “up there”, é que você nunca pediu informações para os simpáticos funcionários no metrô de Nova York; o segundo era lidar com coisas e situações que nunca havia visto (e que não passa nos filmes americanos para aprendermos).

Estas diversas gafes adaptações com sotaque renderam algumas histórias para contar nos momentos que ficamos bêbados e perdemos todo o pudor - disse, P-U-D-O-R!
Nada relacionado a o ditado popular “Reto de bêbado não tem dono.”


God! Eles não usam papel higiênico?

Após ser aprovado no processo seletivo, fui fazer um curso de 30 dias em Nova York.
Por lá dividi o quarto com um americano de Salt Lake City chamado Keith (Foram dois dias para falar corretamente seu nome). Cara simpático de sorriso fácil, típico americano com alta taxa de colesterol, certa reserva de gordura e uma barba loira no rosto redondo.

Como cheguei primeiro no quarto, peguei logo a melhor cama e fui explorando o lugar. Um hotel muito bacana com pessoas sorridentes dizendo “Please” e “Thank you” a todo o momento, com variáveis de “Bless you” quando espirrava ...uma beleza!

Naquele quarto um dos lugares mais misteriosos para mim era o banheiro.

O chuveiro não era elétrico – um registro para FRIO outro para QUENTE – que graças eu não ser mais virgem e ter freqüentado alguns motéis no Brasil “tirei de letra”.
O problema se concentrava de como fazer a água parar de cair na torneira da banheira e sair pelo cano do chuveiro. Após cálculos e teorias, tudo foi resolvido quando encontrei um pino que liberava abundante jato d’agua – digo abundante, por quase ter me afogado ao abrir a boca com o susto que levei na descoberta embaixo do chuveiro. Restabelecido do susto, aquele chuveiro era maravilhoso...nem o Cascão da Turma da Mônica resistiria.

Temperatura interna mantida por controle digital, mesmo com o frio de início de ano em Nova York, me sentia como no Brasil. Isto até meu companheiro de quarto, Keith, chegar e fazer do lugar um iglu. Houve necessidade de uma negociação. Mesmo com aquecimento global e tudo mais, pelo menos aquele quarto tinha que ser quentinho.
Um páreo difícil com um latino americano acostumado a temperaturas de verão de um lado, e do outro, e um americano que tirava 2 metros de gelo da porta de casa para sair em alguns períodos do ano.
No fim chegamos num acordo comum.

Keith, depois perguntar porque eu não pintava o corpo com tinta extraída de árvores e descobrir que Buenos Aires não era a capital do Brasil, aprendia cada vez mais sobre a Cultura Brasileira.

O que ele mais adorava era aprender palavrões!

Claro...não quis forçar sua cabeça “yankee” com muita cultura latino americana, então restringi em ensinar frases de efeito e o que significavam palavras masculinas e femininas (para eles é tudo “The” ou “It” os substantivos não contém gênero como “O sol” ou “A lua”).
O cara adorava! Anotava tudo...rs

Nos primeiros dias era meio tímido e tal...mas depois ficamos bons amigos.

Eu gostava muito de andar pelos grandes corredores daquele hotel e apertar os botões de geringonças diferentes que via por lá...Era um praticamente Discovery Channel de paredes ocas!
Mas certamente o local mais instigante daquele lugar era o banheiro do quarto.

Após alguns dias meu intestino deu sinal de vida. Depois de tantos prazerosos “números Um” naquele espetáculo de banheiro, era chegada a hora do “número 2”.

Bunda no assento frio? No Sir!

Um botão deixava o assento quentinho para deleite dos meus latinos glúteos...Ah!!!
Como ouvi certa vez um rapaz dizer: Nunca foi tão prazeroso “escorregar o moreno”.
Após aquela maravilhosa experiência íntima, temos que fazer a habitual limpeza do esforço feito.

Neste momento o prazer se transformou em tensão...


P.s. Tensão! Eu disse: Tensão! Não tesão.




Continua...



:: Segunda-feira, Junho 25, 2007 ::


LOGO ALÍ.


Ok.

Coisas que eu gosto...
Co-i-s-a-s....hum...q-u-e e-u g-o-s-t-o....

Vejamos:

SEXO;
SEXO;

SEXO

...talvez eu não deva ser tão sincero

Ah sim...MÚSICA!

Também gosto de música, é verdade.
Mesmo que os Los Hermanos resolvam jogar mais baralho (esperança é a última que se suicida).

ESCREVER.
É... isso também eu gosto.

Dipn'lik sabor cereja. Isso também gosto muito.

FIM PARCIAL DA LISTA.





Pois é! Estou fazendo terapia.

Achava isso uma futilidade (na verdade não tinha dinheiro para pagar mesmo). Coisa de quem tem certo dinheiro sobrando.
Não é meu caso, mas me atrevi a fazer algumas sessões da tarde "Vai rolar muita confusão!"

(se você for antenado ou desenvolve cifose por horas na internet vendo vídeos no YouTube, entendeu o trocadilho. Caso não entenda, bom pra você! Economizará dinheiro com R.P.G. )


Em uma destas tardes ela pediu para eu fazer coisas que eu goste. Talvez ela tenha me achado um pouco tenso - não por relaxar e gozar trabalhando na aviação - mas porque fiquei uns 2 minutos tentando responder uma simples pergunta:

O que você fez de bom esta semana?

Eu podia responder 1...2...3...PIM! 5...6...7..PIM!!

Seria mais fácil...

(e no final ganharia um tênis Montreal!)



Então é isso.

Voltei a me masturbar virtualmente.

Ai que prazer!


É só!



:: Sábado, Março 31, 2007 ::


...UM tempo apenas....




Respirar...

Reunir...

Renovar.


Nos vemos logo ali!






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